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Web 3.0

Meta (FBOK34) é processada por supostamente viciar jovens

Companhia é alvo de oito processos protocolados nos EUA na última semana

por Alexandre Puga

8 de junho de 2022 17:52Atualizado em: 9 de junho de 2022 10:52
Meta (FBOK34) é processada por supostamente viciar jovens

A Meta (FBOK34) está sendo alvo de ações judiciais que alegam que a empresa criou algoritmos que levam jovens a um vício destrutivo. São oito processos protocolados em tribunais nos EUA na última semana. Todos alegam que a exposição excessiva a plataformas como Facebook e Instagram, ambos da Meta, levou a tentativas de suicídios reais, distúrbios alimentares e insônia, entre outros problemas.

Os processos contra a Meta convergem num momento delicado das empresas de tecnologia. Recentemente, alguns casos foram levantados contra a Snap, incluindo alguns apresentados por pais cujos filhos tiraram a própria vida. 

“Esses aplicativos poderiam ter sido projetados para minimizar possíveis danos, mas, em vez disso, foi tomada a decisão de viciar agressivamente adolescentes em nome dos lucros corporativos”, afirmou o advogado Andy Birchfield, diretor da Beasley Allen, escritório de advocacia que entrou com as ações, em comunicado feito na quarta-feira (08).

A Meta afirmou em abril que está melhorando as ferramentas que fornece para os pais acompanharem o que seus filhos fazem em suas plataformas. A empresa também afirmou que envia um lembrete “faça uma pausa” para os adolescentes em particular.

Uma das novas ações foi movida por Naomi Charles, uma mulher de 22 anos que diz que começou a usar plataformas da Meta quando era menor e que seu vício a levou a tentar o suicídio e sofrimento. A Meta “deturpou a segurança, utilidade e características não viciantes de seus produtos”, de acordo com um processo no tribunal federal de Miami. Ela, como outros usuários, busca uma indenização para compensar a angústia, a perda do prazer pela vida e custos de hospitalização e contas médicas.

As alegações contra a Meta incluem design defeituoso, falta de aviso, fraude e negligência. As queixas foram apresentadas em tribunais federais nos estados do Texas, Tennessee, Colorado, Delaware, Flórida, Geórgia, Illinois e Missouri.