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Empresa criada por “faraó dos Bitcoins” é processada após calote de R$ 144 mil

A companhia fez o empréstimo no Banco do Brasil enquanto faraó estava preso

por Redação BP Money

25 de julho de 2022 15:28Atualizado em: 25 de julho de 2022 15:30
Empresa criada por “faraó dos Bitcoins” é processada após calote de R$ 144 mil

A GAS Consultoria, criada por Glaidson Acácio dos Santos, mais conhecido como “faraó dos Bitcoins”, está sendo processada pelo Banco do Brasil (BBAS3) após um calote de R$ 144,8 mil. A empresa fez um empréstimo no banco quando Santos já estava preso.

Após o não pagamento do empréstimo, a instituição financeira entrou na Justiça, com um processo na 2ª Vara Cível da Comarca de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. As informações são do jornal “O Globo”.

Segundo o jornal, o empréstimo foi feito no nome de Santos, mas não há informações sobre quem efetivamente sacou o dinheiro e para qual conta ele teria sido direcionado.

O “faraó dos Bitcoins'' foi preso em 25 de agosto de 2021 no âmbito da operação Kryptos da Polícia Federal, acusado de comandar uma fraude milionária. Na ocasião, outros suspeitos foram presos e outros se tornaram foragidos, como a esposa de Santos, Mirelis Zerpa.

Durante a operação, os agentes da PF apreenderam 591 bitcoins, dezenas de carros de luxo e mais de R$ 13 milhões em espécie.

A GAS Consultoria seduzia clientes com promessas de rendimentos que viriam do trade de criptomoedas. Mais tarde, o modelo de operação se revelou como uma pirâmide financeira, desencadeando uma série de investigações pelas autoridades brasileiras.

Em junho, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu um habeas corpus para Santos. Após ser solto, os ministros da 5ª Turma revogaram sua prisão preventiva no caso referente à Operação Kryptos. No entanto, este é um dos quatro processos pelos quais Glaidson responde, logo Santos continua preso.

Cerca de R$ 400 milhões em criptomoedas e outros bens de Santos encontram-se bloqueados pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio. 

Em relatório recente entregue à PF, a Receita Federal afirma que o “faraó dos Bitcoins” teria usado uma advogada como laranja para converter criptomoedas em R$ 228 milhões mesmo após sua prisão. Ainda preso, o ex-garçom se filiou ao partido Democracia Cristã em abril e anunciou no início de junho sua pré-candidatura a deputado federal.