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Criptomoeda: Sasha Meneghel cai em golpe milionário de “sheik das criptomoedas”

Sasha e João Figueiredo estão processando o empresário após perderem R$ 1,2 milhão em golpe

por Redação BP Money

30 de junho de 2022 16:03Atualizado em: 30 de junho de 2022 17:32
Criptomoeda: Sasha Meneghel cai em golpe milionário de “sheik das criptomoedas”
Freepik

Um "sheik das criptomoedas” virou destaque nos noticiários após a estilista e modelo Sasha Meneghel e seu marido, o cantor gospel João Figueiredo, informarem que caíram em um golpe milionário envolvendo ativos digitais. 

De acordo com o jornal “O Globo", o casal conheceu o empresário Francisley Valdevino da Silva, o nome real do “sheik”, em um culto da igreja evangélica que frequentam. Eles decidiram fazer um investimento inicial de R$ 50 mil em criptomodas, negócio que posteriormente avançou para mais dois contratos que somavam R$ 1 milhão.  

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O casal afirmou que está processando a Rental Coins, empresa de Francisley, por dano moral e fraude. A empresa prometia rendimentos mensais de até 13,5% da quantia investida em um esquema de “aluguel de criptomoedas”, mas deixou de pagar os clientes. O negócio atraiu uma legião de clientes, incluindo famosos e fiéis. 

O “sheik das criptomoedas”

Francisley Valdevino da Silva passou a ser chamado de “sheik” por seus amigos devido ao estilo de vida luxuoso que levava, circulando em aviões e helicópteros privados, frequentando restaurantes caros e vestindo roupas de grife. 

A empresa de Francisley foi fundada em 2019, após a portaria RFB 062018 baixada pela Receita Federal permitir operações de aluguel de criptomoedas. Nos últimos anos, o“sheik” se envolveu com o mundo gospel, atraindo cantores, fiéis e pastores para o negócio.

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No entanto, a empresa começou a atrasar os pagamentos em outubro do ano passado e, dois meses depois, interrompeu completamente o pagamento dos aluguéis. De acordo com o “O Globo'', Francisley alegou que a empresa estava passando por uma reengenharia e sugeriu aos cerca de 40 mil investidores um ressarcimento em 38 operações. Mas, para aderir, o cliente precisava assinar um acordo em que abria mão de eventuais ações judiciais. 

Apesar de ter pago algumas das parcelas, este ano os pagamentos pararam definitivamente. Este mês a plataforma que informava os investimentos individuais foi retirada do ar sob o pretexto de reformular o site do grupo. Os clientes veem a ação como uma tentativa do “sheik das criptomoedas" de apagar as provas de um calote coletivo.