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Bitcoin: consumo de energia na mineração de criptomoeda cai 27% com crise do mercado

Dados mostram que mineração de Bitcoin deixou de ser lucrativa com a desvalorização da criptomoeda

por Redação BP Money

25 de junho de 2022 11:59Atualizado em: 25 de junho de 2022 12:05
Bitcoin: consumo de energia na mineração de criptomoeda cai 27% com crise do mercado
Reprodução/Freepik

A desvalorização do Bitcoin (BTC) está impactando todo o mercado de criptoativos. Com os mineradores de Bitcoin não é diferente. De acordo com o CBECI (Índice de Consumo de Energia do Bitcoin pela Universidade de Cambridge), o consumo de energia da rede Bitcoin caiu 27% na comparação com o mês de abril.

Leia mais: Demissões em massa e fuga de investidores: “inverno cripto" pode estar longe do fim, apontam especialistas

O índice estima a quantidade de energia consumida por mineradores de Bitcoin e é gerenciado pelo Centro de Finanças Alternativas de Cambridge. A atividade consta em adicionar novos blocos de transações na blockchains e garante a verificação de transações. A ação demanda comprometimento por parte dos mineradores, pois requer tempo e dinheiro.

De acordo com o site CoinMarketCap, ao longo do mesmo período que registrou queda no consumo de energia na atividade, o preço do Bitcoin caiu cerca de 53%. No início de abril, a maior criptomoeda do mercado estava valendo US$ 44.850 e, por volta das 12h00 (de Brasília) deste sábado (25), o ativo era cotado em US$ 21.117.

Além disso, dados do CryptoRank mostram que, com a desvalorização do criptoativo, a atividade deixou de ser lucrativa para os mineradores. Isso porque, com o Bitcoin na casa dos US$ 20 mil, os ganhos obtidos por eles servem apenas para cobrir o custo da atividade.

Crise no mercado de criptomoedas

As queda no mercado cripto não são de hoje: desde o começo do ano, os ativos vêm sofrendo baixa, em decorrência da volatilidade dos mercados. A guerra na Ucrânia, o aumento no preço das commodities, a alta da inflação e o aumento das taxas de juros por parte do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) são algumas das razões para isso.

A crise da rede Terra (LUNA) e das stablecoins também fizeram com que investidores vissem com mais desconfiança as criptomoedas. Com isso, o Bitcoin chegou à casa dos US$ 17 mil na semana passada, o menor valor registrado desde dezembro de 2017.

Além disso, o esfriamento do mercado está fazendo com que diversas corretoras e exchanges de criptomoedas promovam demissões em massa. Em meio à queda de ativos, corretoras como a Celsius suspenderam ou bloquearam os saques de Bitcoins e outros tokens devido ao aumento nas solicitações de retirada.