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Brasil

Vinho mais barato pelo WhatsApp? Pode ser do esquema do PCC

Grupos contrabandistas estão roubando vinhos da Argentina e trazendo para o Brasil

por Redação BP Money

30 de julho de 2022 9:00Atualizado em: 29 de julho de 2022 18:46
Vinho mais barato pelo WhatsApp? Pode ser do esquema do PCC
Vinho mais barato pelo WhatsApp? Pode ser do esquema do PCC / Freepik

Segundo o portal "R7”, uma facção criminosa ligada ao PCC está contrabandeando vinho da Argentina para o Brasil. De acordo com a apuração do site, os criminosos roubam os vinhos na Argentina em depósitos, lojas e caminhões, e depois os levam até galpões onde são contrabandeados para o Brasil.

Cerca de nove prisões foram feitas nos últimos 45 dias, segundo a Polícia Argentina. Todos os envolvidos eram pessoas ligadas ao tráfico de vinhos e pertenciam a grupos criminosos como o PCC, o Comando Vermelho e o Bala na Cara. Todos aguardam extradição.

Desde 2019, há uma investigação na fronteira entre Brasil e Argentina sobre o caso. Além dos nove presos, mais quatro pessoas já haviam sido detidas anteriormente.

Ainda de acordo com a Polícia Argentina, pelo menos três mortes já foram identificadas em assaltos a galpões ou transportadores de vinho.

A investigação continua em sigilo no país vizinho e conta com o apoio de autoridades brasileiras.

Em entrevista à revista "Adega" em 2021, Mark Tollemache, delegado da Receita Federal relatou um crescimento no número de apreensões. 

“Em todo esse ponto de fronteira, principalmente nas cidades de Dionísio Cerqueira e Santo Antônio do Sudoeste nós tivemos um aumento absurdo na entrada irregular de vinhos”, afirmou. 

De acordo com Tollemache, o aumento do contrabando de vinho se deve a um conjunto de fatores, como a desvalorização do Peso argentino, barateando os produtos e aumentando as margens de lucro dos contraventores, e o fato do vinho estar se popularizando no Brasil.

O delegado ainda contou que os criminosos agem principalmente por meio do marketplace. 

"Hoje qualquer pessoa pode se cadastrar como vendedor, não existe um controle cadastral por parte das plataformas e muitos criminosos criam um perfil falso e fingem ser uma empresa lícita, mas que está de fato vendendo vinhos objeto de descaminho”, relatou.