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Brasil

Polícia Federal investiga pirâmide financeira de day traders

Grupo captava economias das vítimas com pretexto de aplicar os recursos no mercado de valores mobiliários

por Redação BP Money

28 de julho de 2022 14:24Atualizado em: 28 de julho de 2022 14:37
Polícia Federal investiga pirâmide financeira de day traders
Freepik

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (28) a Operação Traders, que investiga um grupo que aplicava falsos investimentos na bolsa de valores em esquema de pirâmide financeira.

Segundo apurado pelo Valor Investe, os investigados se apresentavam como traders do mercado financeiro, nome dado a quem faz negociações, normalmente diárias, na bolsa de valores. 

O grupo captava economias das vítimas com o pretexto de aplicar os recursos no mercado de valores mobiliários, prometendo lucros de até 6,4%, o que não foi constatado na realidade. Ainda, como aponta informações da Agência Brasil, o grupo movimentou mais de R$ 200 milhões.

“Além de não aplicar na bolsa de valores a integralidade dos recursos, o que era aplicado normalmente resultava em prejuízo”, destacou a Polícia Federal por meio de uma nota. Os envolvidos devem responder por crimes contra o sistema financeiro nacional, contra o mercado de capitais, contra a economia popular, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As operações eram feitas através de pelo menos 22 empresas sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a captar recursos e realizar investimentos no mercado. 

Em nota, a Polícia Federal ainda indica que como é percebido no histórico de esquemas assim, os investigados não conseguiam mais honrar os compromissos assumidos com o passar do tempo, já que os valores arrecadados não eram de fato investidos em operações de bolsa de valores e, quando eram, não resultavam nos lucros prometidos. 

A Operação Traders da PF envolve cerca de 70 policiais federais e 15 servidores da Receita Federal, que estão cumprindo 17 mandados judiciais em cinco cidades do Paraná (Umuarama, Guaíra, Douradina, Foz do Iguaçu e Curitiba) e uma em São Paulo (Taboão da Serra). Além disso, a Justiça Federal determinou o sequestro de automóveis, imóveis e criptoativos. As ordens foram expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba.