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Brasil

Petrobras (PETR3;PETR4): Abicom afirma que há defasagem no preço do diesel e da gasolina

Mesmo com os novos reajustes, ainda há defasagem em relação às cotações internacionais.

por Alexandre Puga

18 de junho de 2022 12:33Atualizado em: 18 de junho de 2022 12:38
Petrobras (PETR3;PETR4): Abicom afirma que há defasagem no preço do diesel e da gasolina

Mesmo com os novos reajustes da Petrobras (PETR3;PETR4), a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) estima que os novos preços do diesel vendido pela Petrobras ainda têm uma defasagem de 9% em relação às cotações internacionais. Na gasolina, a Abicom calcula defasagem de 5%.

A associação estima que a estatal brasileira precisa aumentar o diesel em mais R$ 0,52 por litro para atingir o preço de paridade de importação. A Petrobras anunciou que vai passar a vender o litro do diesel nas refinarias às distribuidoras por R$ 5,61 em média a partir deste sábado (18).

A empresa petrolífera anunciou que vai subir o preço médio da gasolina nas refinarias para R$ 4,06 por litro. Para a associação, mesmo depois desse reajuste, ainda é necessário um aumento de mais R$ 0,22 para que a gasolina atinja as cotações internacionais.

De acordo com o presidente da Abicom, Sérgio Araújo, as empresas associadas à entidade seguem sem conseguir realizar importações com o atual nível de defasagem.

Na sexta-feira (17), a Petrobras anunciou que fará um novo ajuste nos seus preços de venda da gasolina e do diesel para as distribuidoras. O preço da gasolina estava congelado nas refinarias há quase 100 dias, enquanto o diesel teve o preço elevado pela última vez há 36 dias.

Para promover os aumentos, a Petrobras alegou que “o mercado global de energia está atualmente em situação desafiadora. Com a aceleração da recuperação econômica mundial a partir do segundo semestre de 2021 e, notadamente, com o início do conflito no Leste Europeu em fevereiro de 2022, tem-se observado menor oferta e maior demanda por energia, com aumento dos preços e maior volatilidade nas cotações internacionais de commodities energéticas, em especial, do óleo diesel”.

A Petrobras ainda reforçou que os preços de venda da estatal para as distribuidoras, tendo como referência os preços de mercado internacional, são apenas uma parcela dos preços que chegam ao consumidor final.