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Brasil

Greve dos caminhoneiros: Guedes e Pacheco resistem a voucher

Ala econômica do governo prevê que medidas populares podem impactar contas

por Redação BP Money

23 de junho de 2022 9:47Atualizado em: 23 de junho de 2022 9:54
Greve dos caminhoneiros: Guedes e Pacheco resistem a voucher

O aumento do valor do voucher de R$ 400 para R$ 600 para impedir uma nova greve dos caminhoneiros preocupa o Ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de acordo com informações do "Valor".

Além da criação do subsídio que visa impedir a greve dos caminhoneiros provocada pela alta dos combustíveis no País, medidas populares como o aumento do Auxílio Brasil e do vale-gás passaram a ser pautas mais discutidas pelo governo federal.

Entretanto, o voucher caminhoneiro, caso passe a ser de R$ 600, custará R$ 3 bilhões ao governo, na mesma direção em que o aumento do vale-gás e do Auxílio Brasil pode custar R$ 2 bilhões.

O plano do governo federal para reajustar tais auxílios inclusive causou surpresa para as áreas técnicas e analíticas do planalto.

Com isso, tais despesas adicionais podem impedir os planos de Guedes e Pacheco para diminuir a dívida pública e fechar as contas do setor público no azul.
 

Pressão no governo federal após ameaças de greve dos caminhoneiros provocou criação das medidas

As medidas populares passaram a ser discutidas novamente principalmente por conta da prisão preventiva do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, na última quarta-feira (22) - por suspeitas de corrupção - e das constantes altas nos preços dos combustíveis praticados pela Petrobras (PETR4).

Todas as medidas seriam incluídas na PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 16, que já está sendo analisada pelo Senado.

A PEC em questão é responsável pelo plano de zerar a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis.

Caso haja a aprovação da PEC para fixar o teto do ICMS, a União deverá pagar até R$ 29,6 bilhões aos estados brasileiros que de fato zerarem suas alíquotas.

O pagamento passou a ser discutido após a constante pressão dos governantes ao redor do País, e após a CNM (Confederação Nacional de Municípios) confirmar que os estados e municípios brasileiros estimam a perda de R$ 115 bilhões caso o projeto para os combustíveis seja aprovado.

Em adição às declarações resistentes de Guedes sobre esse tipo de medida, Rodrigo Pacheco afirmou que “questões relativas à PEC dos Combustíveis devem ser precedidas de estudos de impacto e vedações eleitorais”, na última reunião da Casa.

O líder de um dos segmentos da greve dos caminhoneiros, Wallace Landim, o Chorão, afirmou que o voucher de R$ 400 é uma “esmola” e “piada”.