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Brasil

Fernando Henrique Cardoso assina manifesto pela democracia

Fernando Henrique Cardoso assinou o manifesto "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito"

por Redação BP Money

6 de agosto de 2022 10:30Atualizado em: 6 de agosto de 2022 10:37
Fernando Henrique Cardoso assina manifesto pela democracia
FHC foi presidente do Brasil | Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) assinou o manifesto "Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito", que será lançado na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, no dia 11 de agosto.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e os pré-candidatos à Presidência nas eleições deste ano Simone Tebet (MDB), Felipe d'Avila (Novo) e Ciro Gomes (PDT) se juntaram a Fernando Henrique Cardoso e também apoiaram o movimento. 

Até a tarde desta sexta-feira (5), o documento já reunia 759 mil assinaturas. Organizado por ex-alunos do curso de direito da USP, o manifesto é uma iniciativa suprapartidária que não menciona o nome de Jair Bolsonaro (PL) – embora seja considerado uma resposta às ameaças golpistas do presidente.

O documento também reuniu a assinatura de ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), políticos, empresários, artistas e várias outras personalidades.

Entre os signatários, estão o economista e ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, o ex-presidente do Itaú Candido Botelho Bracher, o apresentador Luciano Huck e o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB), além de banqueiros como Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles.

Assinado por Fernando Henrique Cardoso, manifesto será lido por ex-ministro do STF

O manifesto será lido pelo ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello, em evento realizado em 11 de agosto, no Pátio das Arcadas do Largo de São Francisco. 

O manifesto destaca que considera "ataques infundados e desacompanhados de provas" que questionam "o Estado Democrático de Direito" e a lisura do processo eleitoral. 

O documento conclui que não há mais espaço no Brasil para "retrocessos autoritários" e que a solução "dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições". 

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Fernando Henrique Cardoso foi presidente da República entre 1995 e 2002.