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Brasil

Banqueiro do Itaú (ITUB4) assina manifesto em defesa da democracia

O manifesto será lançado à população no dia 11 de agosto, em um evento na Faculdade de Direito da USP

Mage Cotait

por Mage Cotait

27 de julho de 2022 13:09Atualizado em: 27 de julho de 2022 13:11
Banqueiro do Itaú (ITUB4) assina manifesto em defesa da democracia
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Candido Bracher, membro do conselho de administração do Itaú Unibanco e da empresa americana de cartões de crédito Mastercard, assinou, esta semana, um manifesto em defesa da democracia. O manifesto será lançado à população no dia 11 de agosto, em um evento na Faculdade de Direito da USP. 

O documento conta com as afirmações em defesa à democracia, "São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional" e "No Brasil atual, não há mais espaço para retrocessos autoritários. Ditadura e tortura pertencem ao passado. A solução dos imensos desafios da sociedade brasileira passa necessariamente pelo respeito ao resultado das eleições" são trechos do manifesto. 

Documento assinado por membro do Itaú seria uma manifestação preventiva

"Numa situação dessas, quando nos aproximamos de uma eleição tão importante, nós não deveríamos estar preocupados com a possibilidade de o resultado ser contestado", afirma Candido Bracher, durante entrevista à BBC News Brasil. 

Ele acrescenta que o documento seria “uma manifestação preventiva, de pessoas que se preocupam com a democracia no país e que, diante de sinais de que ela poderia estar ameaçada, se levantam e se manifestam". 

Porém, o executivo não acredita na possibilidade de um golpe ou algum ato como a invasão do Capitólio após as eleições presidenciais nos EUA. Ele diz que acredita em um compromisso da sociedade civil com a democracia. 

Bracher, que financia a campanha de Simone Tebet (MDB), afirma acreditar na possibilidade de vê-la no segundo turno das eleições de outubro, porém diz que um possível novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não o assusta.

"Eu não fico nem entusiasmado, nem tampouco assustado com a perspectiva de um novo governo Lula. Eu espero que, se isso vier a ocorrer, que eles tenham sido capazes de aprender com os erros que cometeram e saibam conduzir o país e a economia de uma maneira mais competente. São pessoas inteligentes." afirma o executivo. 

Bracher, formado em administração de empresas pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), começou trabalhando na Suíça, estagiando num banco em Zurique. Posteriormente, passou por instituições como Banco Itamarati, Banco da Bahia Investimento, Bahia Corretora, Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo e pelo BBA de seu pai, até assumir a presidência do Itaú em 2017. Atualmente, Bracher é aposentando, após atingir a idade máxima de permanência no cargo, aos 62 anos.