Logo BP Money
Criptomoedas: 51% dos latino-americanos já utilizaram ativos digitais, aponta pesquisa da Mastercard
AliExpress anuncia ampliação no número de voos para o Brasil
Negócios

Petrobras (PETR4) pode levar cerca de um mês para trocar presidente

Assembleia Geral dos acionistas da estatal pode atrasar processo

por Redação BP Money

24 de maio de 2022 12:26Atualizado em: 31 de maio de 2022 11:26
Petrobras (PETR4) pode levar cerca de um mês para trocar presidente

Fontes oficiosas da Petrobras (PETR4) afirmaram que a mudança no comando da companhia poderá demorar até um mês para acontecer.

Após a decisão do governo federal em demitir José Mauro Ferreira Coelho da presidência, na última segunda-feira (23), a Petrobras ainda precisará convocar uma assembleia para nomear seu novo presidente.

A AGE (Assembleia Geral Extraordinária) será necessária para definir os demais membros do Conselho de Administração, que será reformulado após o desligamento de Ferreira Coelho

Oito dos onze conselheiros serão nomeados na próxima Reunião, que ainda não possui prazo definido, mas tudo indica que acontecerá nas próximas semanas.

Com isso, Caio Mario Paes de Andrade, que foi o indicado pelo governo federal para assumir o cargo, primeiro deverá ser nomeado como conselheiro, antes de assumir a presidência da estatal.

O novo indicado é o atual secretário de desburocratização do Ministério da Economia, comandado pelo ministro Paulo Guedes.

Paes de Andrade também possui formação em comunicação social pela Universidade Paulista, além de pós-graduação em administração e gestão pela Universidade de Harvard, e mestrado em administração de empresas pela Universidade Duke, nos EUA.
 

Troca no comando da Petrobras será a terceira durante governo Bolsonaro

A demissão de Ferreira Coelho foi a terceira realizada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em menos de quatro anos no cargo.

As alterações começaram em 2021. Na ocasião, Roberto Castello Branco, indicado pelo ministro Paulo Guedes para assumir a presidência, foi substituído pelo general da reserva, Joaquim Silva e Luna.

De acordo com Bolsonaro, a troca foi realizada por conta de insatisfações a respeito da alteração dos preços dos combustíveis da Petrobras, que seguiam a cotação internacional.

Pelo mesmo motivo, Silva e Luna também foi demitido, porém, já em 2022. 

Após o general, José Mauro Coelho foi quem assumiu a posição, porém, também causou rápidas insatisfações no presidente da república.

O mandato de Ferreira Coelho ficou marcado pelo aumento de 8,8% no diesel, e pelo curto período de atuação de 40 dias no cargo.

Agora, a Petrobras anunciará nos próximos dias as datas para as Assembleias Gerais, que definirão os rumos do Conselho da estatal.