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Negócios

Genoa Capital vê 2023 “mais desafiador” para performance de ativos de risco

Gestora fundada em 2020 possui R$ 11,7 bilhões em ativos sob gestão

Juliano Passaro

por Juliano Passaro

4 de agosto de 2022 16:43Atualizado em: 4 de agosto de 2022 16:59
Genoa Capital vê 2023 “mais desafiador” para performance de ativos de risco
Gestora não tem focado tanto no cenário político/Freepik

A boutique de investimentos Genoa Capital, que nasceu durante a pandemia (em 2020), segue uma estratégia “bastante tática”, com o processo de investimento focado – geograficamente – em macroeconomia de países emergentes, como Brasil, África do Sul, Cingapura, entre outros. Em entrevista ao BP Money, durante a Expert XP 2022, Rodrigo Noel, COO (Chief Operating Officer, Diretor Operacional - em português) da gestora, afirmou que o ano que vem deve ser “mais desafiador” do que 2022 para os ativos de risco.

“Olhando mais a médio e longo prazo, pro ano que vem, por exemplo, é um ambiente bem mais desafiador para performance de ativos de risco em geral. Países emergentes, commodities, moedas de países emergentes, renda variável, então estamos mais cautelosos e ainda mais táticos, sem carregar posições grandes durante muito tempo”, afirmou Noel. 

O especialista do mercado financeiro também afirmou que, mesmo com a aproximação das eleições, a gestora não tem focado tanto no cenário político. Segundo Noel, a Genoa Capital não enxerga uma grande diferença na performance dos ativos caso vença “o candidato A ou o candidato B”. 

“A gente está mais focado, atualmente, nesse processo inflacionário que está acontecendo ao redor do mundo, não só aqui no Brasil mas em diversas outras economias, países desenvolvidos, EUA principalmente, que é um processo que é resultante dos estímulos fiscais que aconteceram ao longo da pandemia e é um processo que já está bastante consolidado”, disse Noel.

De acordo com o executivo da gestora, a forte alta da inflação, que se espalhou, não só em bens, mas em serviços fez os preços ficarem mais rígidos, o que tornou mais difícil diminuir a inflação novamente. 

“A gente acredita que isso requer que os bancos centrais sigam apertando a política monetária. O Brasil saiu na frente, puxou o juros antes, mas quando se pensa que nos os EUA os núcleos de inflação ainda estão rodando a 6%, 8%, dependendo da métrica, e a meta de inflação lá é substancialmente abaixo disso, na casa de 2,5%, a gente vê que os juros lá vai ter que subir bastante, até que a economia de fato desacelere a ponto de começar a reverter esse processo inflacionário”, explicou Noel.

Genoa Capital nasceu durante período conturbado do mercado

Segundo Rodrigo Noel, a Genoa Capital nasceu, em 2020, de um spin-off de um grupo de gestores que trabalhavam na gestão de alguns dos principais fundos multimercados da Itaú Asset Management. 

“Esses gestores têm uma larga experiência com o processo de investimento focado em macro de países emergentes, como Brasil, África do Sul, Cingapura, entre outros, e a ideia da Genoa era continuar esse processo de investimento em uma casa independente”, destacou Norel.

“A gente montou uma área de macroeconomia tão robusta quanto a gente tinha anteriormente, montamos a equipe de analistas de renda variável, e começamos em 2020 com 36 pessoas”, complementou Noel.

A Genoa Capital conta, atualmente, com 51 colaboradores e segue investindo na expansão da equipe de pesquisa macroeconômica para, gradualmente, passar a atuar em novos mercados emergentes. 

“Sobre as perspectivas da gestora, a gente captou muito rápido. Já nascemos praticamente fechados, vamos dizer assim. Fechamos o fundo já com R$ 7 bilhões no segundo mês (final de agosto de 2020). De lá pra cá, a gente fez pequenas reaberturas e já estamos com R$ 11,7 bilhões de ativos sob gestão. A ideia é seguir com esse processo de investimento focado em macro, que a gente adapta também para oferecer esse produto de renda variável”, pontuou o executivo da Genoa Capital.