Eletrobras (ELET6): trabalhador poderá usar até 50% do FGTS em privatização da companhia

Investimentos podem ser feitos com a partir de R$ 200,00

Os trabalhadores que tenham valores pendentes no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviços) poderão usar até 50% do valor depositado para investir na privatização da Eletrobras (ELET6).

O processo de privatização da Eletrobras ocorreu na última quarta-feira (18), após aval do TCU (Tribunal de Contas da União).

O investimento será realizado via FMPs (Fundos Mútuos de Privatização), bem parecido com o realizado nos anos 2000 para a Petrobras (PETR4) e para a Vale (VALE3).

Com isso, o indivíduo que optar por participar da operação não deterá ações da companhia de energia diretamente. A Eletrobras registrou lucro líquido de R$ 2,71 bi no primeiro trimestre de 2022.

Foi confirmado o teto de R$ 6 bilhões para o uso do FGTS na privatização da empresa, e só haverá rateio caso os pedidos de aplicações ultrapassem esse valor pré-estipulado.

As regras para o processo foram estabelecidas pela Caixa Econômica Federal, e quem participar, comprará cotas dos FMPs, que serão convertidos em ações da companhia.
 

Investir o FGTS na Eletrobras é uma alternativa

Os fundos de privatização são uma alternativa de investir os recursos disponíveis ao trabalhador, porém, os resultados podem ser variados, e não há garantia de que seja a melhor opção.

Por lei, o FGTS rende 3% ao ano, e nos últimos anos, os adeptos ao recurso receberam parte dos lucros por ele cedidos.

Com isso, a nova configuração de distribuição do Fundo de Garantia melhorou o rendimento dos recursos depositados, visto que foram acumulados também juros de empréstimos realizados pela Caixa.

 

Processo de privatização da Eletrobras está no fim

O TCU aprovou, por maioria de 7 votos a 1, o processo de privatização da companhia, em julgamento realizado na última quarta (18). De acordo com o presidente da empresa, a venda deverá ser realizada até agosto. As ADRs (American Depositary Receipt, em inglês) da empresa sobem cerca de 3% no after market após a notícia sobre a aprovação.

O único a votar contra o processo de venda da Eletrobras foi o ministro Vital do Rêgo, que apontou seis supostas irregularidades no processo. A estatal, que atua nas áreas de geração e transmissão de energia, deverá sair das mãos da União após um processo conturbado.