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Varejistas lideram perdas do Ibovespa em 2021, é hora de investir?

Leonardo Almeidaem 25 de outubro de 2021 18:22
  • Via Varejo, lidera perdas com baixa de 57,8%, seguida por Americanas e GPA com 54,99% e 54,01%, respectivamente;
  • O PMC registrou uma queda de 3,1% nas vendas do varejo no mês de agosto, porém os negócios por meio de plataformas online subiram em 68% em 2020;
  • As empresas do varejo estão passando por um processo de reformulação dentro de seu próprio negócio, dando início à "corrida do varejo digital”.

Acumulando queda de 8,53% no ano, o principal índice da Bolsa de Valores brasileira vem sofrendo com o cenário econômico do país, como, por exemplo, o crescimento da inflação e da taxa de juros. Um dos principais afetados pelo contexto atual é o setor de varejo, no qual vem concentrando as perdas no Ibovespa, das 10 maiores quedas do benchmark, 5 pertencem ao setor de varejo, segundo levantamento do TradeMap.

Confira as companhias do segmento que lideram as perdas do Ibovespa no acumulado do ano até o pregão da última sexta-feira (21), segundo o TradeMap:

1.Via Varejo (VIIA3): -57,8%
2.Americanas (AMER3): -54,99%
3.Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): -54,01%
4.Magazine Luiza (MGLU3): -50,78%
5.Lojas Americanas (LAME4): -49,59%

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) registrou uma queda de 3,1% nas vendas do varejo no mês de agosto, porém os negócios por meio de plataformas online subiram em 68% em 2020, segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

De acordo com os resultados do primeiro trimestre do Magazine Luiza, as vendas online da companhia tiveram avanço anual de 115% e representaram cerca de 70% das vendas totais. No segundo trimestre, o e-commerce da Magalu cresceu 46%, atingindo 72% das vendas totais.

A Via Varejo, por exemplo, obteve expansão anual de 36% no volume de vendas digitais brutas, para R$ 7,4 bilhões, durante o segundo trimestre deste ano.

Os dados representam uma mudança de postura do consumidor brasileiro, preterindo cada vez mais realizar suas compras por meio  plataformas e-commerce. As empresas do setor de varejo estão passando por um processo de reformulação dentro de seu próprio negócio, dando início à "corrida do varejo digital”. 

Afinal, vale a pena comprar ações do Varejo agora?

O momento é uma boa oportunidade para adquirir ações do setor de varejo, mas pode representar um risco por conta das incertezas econômicas em 2022, disse o analista da BP Money, Nathan Meirelles. Segundo ele, a perspectiva para um aumento da inadimplência, da inflação e da taxa de desemprego podem impactar negativamente o varejo, pois diminui o poder de compra da população.

“É um bom momento para se adquirir essas ações visto o quão elas corrigiram, porém o investidor tem que ter em mente um risco, ele tem que saber onde é que ele está entrando, e isso por conta da alta taxa de desemprego que ainda está vigente no nosso país, uma perspectiva de aumento de inadimplência e uma incerteza muito grande com 2022 e o futuro próximo”.

“A compra por parte dos consumidores de bens supérfluos, ainda mais por conta da inflação que a gente tem hoje acaba sendo prejudicada, já que os investidores acabam dando preferência para bens de consumo primário para depois irem para um varejo supérfluo. É um bom ponto de entrada devido a essa questão da queda e se o investidor tiver uma visão positiva de longo prazo da nossa economia, ainda assim ele tem que ter em mente que os próximos trimestres e o próximo ano será difícil para o varejo, visto a taxa de desemprego e a inflação que vai tirando o poder de consumo da população e adiando um consumo supérfluo.”, completou Meirelles 
 

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