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Mercado

Rússia: UE pretende adiar embargo contra o petróleo de Moscou

A Hungria vem resistindo a ideia do embargo por conta da dependência do país em relação a matriz energética russa

Daniel Gateno

por Daniel Gateno

13 de maio de 2022 7:44Atualizado em: 31 de maio de 2022 11:26
Rússia: UE pretende adiar embargo contra o petróleo de Moscou
Foto:Agência Brasil

A UE (União Europeia) já começa a considerar a ideia de adiar um embargo contra o petróleo da Rússia para seguir planejando novas sanções econômicas contra Moscou.A Hungria, país que faz parte do bloco europeu, resiste à ideia de sancionar o petróleo da Rússia pois tem medo de como esta medida pode afetar a sua economia.

Na próxima segunda-feira (16), a UE pode avançar com um novo pacote de retaliações econômicas na reunião entre representantes dos países da zona do euro, que vai ocorrer em Bruxelas, capital da Bélgica. Todas as 27 nações do bloco europeu precisam aprovar sanções econômicas contra um determinado país.

A proposta da UE era que os países parassem de usar o petróleo russo de forma gradual, nos próximos seis meses. O bloco também pretendia dar mais tempo a Hungria e Eslováquia, que dependem mais do combustível vendido por Moscou. Para estes países, o prazo seria de até 2024 para deixar de comprar o produto da Rússia.

Na semana que vem, o bloco europeu deve anunciar um plano de investimentos para que a Europa deixe de usar qualquer tipo de energia russa até 2027.

Rússia sanciona empresas de energia e preço do gás dispara

Os preços do gás natural na Europa aumentaram na última quinta-feira (12) após a Rússia ter divulgado que sancionou diversas empresas de energia que operam na zona do euro. 31 empresas foram mencionadas por Moscou, incluindo a Gazprom Germânia, que é subsidiária da Gazprom, gigante estatal russa.

As restrições podem diminuir a flexibilidade dos países europeus para importar o gás russo com rotas que cruzam a Ucrânia. Os preços de energia no continente europeu começaram a disparar após o começo da guerra entre Rússia e Ucrânia. Moscou fornece cerca de 40% do gás usado na Europa.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou em março que “países inimigos” teriam que comprar o gás da Rússia em rublos, em uma tentativa de valorizar a própria moeda em meio a tantas punições.

Daniel Gateno

Daniel Gateno

Repórter do BP MoneyRepórter do BP Money, é formado em Jornalismo pela PUC-SP. Foi estagiário da BandNews FM e produziu matérias sobre economia, política e internacional