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Mercado

J.P. Morgan aumenta projeção para a Selic de 9,75% para 11% no fim de 2023

Em ata divulgada nesta terça-feira, o Banco Central afirma que a taxa de juros não será diminuída neste ano e projeta que ela esteja em 10% em 2023

por Alexandre Puga

21 de junho de 2022 16:19Atualizado em: 21 de junho de 2022 16:31
J.P. Morgan aumenta projeção para a Selic de 9,75% para 11% no fim de 2023

Após a divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária) nesta terça-feira (21), os economistas do J.P. Morgan aumentaram a projeção para a Selic no fim de 2023 de 9,75% para 11%. No documento, o Banco Central confirmou que, apesar do aperto no ciclo de alta de juros, a Selic não será diminuída neste ano, como forma de combater a inflação. As projeções são de 13,25% até o final deste ano, 10,0% em 2023 e 7,50% em 2024.

O Banco Central ainda sinalizou que a inflação brasileira deve manter o patamar elevado pelo menos até o final de 2022.

“A abordagem mais cautelosa por si só já inclinaria o nosso balanço de riscos para as projeções de Selic em 2023, mas também temos destacado outros fatores que atuam contra uma convergência mais rápida da inflação para as metas, com as discussões políticas apontando para um impulso fiscal mais forte no curto prazo e para uma inflação mais alta no metas”, ressaltaram os economistas do J.P. Morgan, em relatório emitido para clientes do banco.

Os analistas observaram que o documento mencionava a estratégia do Copom para levar a inflação do próximo ano, projetada em 4%, para um nível mais próximo ao da meta. A meta do BC para 2023 é de 3,25%, com a margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. 

Além disso, os economistas acreditam que a economia vai entrar em recessão no segundo semestre e desacelerar após esse período, fazendo com que o BC encerre a alta de juros em agosto.

“Se estivermos corretos nessa perspectiva, o BC deve encerrar o ciclo após a alta final de agosto, ressaltando que o aperto já implementado garante pelo menos uma pausa no ciclo’, afirmaram os analistas do J.P. Morgan.