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Mercado

Ibovespa sente pressão da Petrobras e abre em baixa; dólar opera em alta

Demissão do presidente da estatal e recuo do petróleo preocupam acionistas

por Redação BP Money

24 de maio de 2022 10:19Atualizado em: 31 de maio de 2022 8:22
Ibovespa sente pressão da Petrobras e abre em baixa; dólar opera em alta

O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira (24). Por volta das 10h09 (de Brasília), o índice recuava 1,16% a 109.063 mil pontos, puxado por mais uma demissão na presidência da Petrobras (PETR4). Em contrapartida, o dólar abre em alta, mas volta a registrar queda ao longo desta manhã. 

As indefinições na Petrobras voltaram a influenciar uma nova queda do índice Ibovespa. A estatal anunciou, ao fim da última segunda-feira (23), a demissão de José Mauro Ferreira Coelho, até então presidente da companhia.

Ferreira Coelho permaneceu no cargo por apenas 40 dias no cargo, porém, já era alvo de críticas e insatisfações públicas do Presidente da República Jair Bolsonaro (PL).

Com isso, o governo federal informou que o indicado para assumir a presidência da estatal será Caio Paes de Andrade, que até o momento, atua como secretário de desburocratização do Ministério da Economia, comandado pelo ministro Paulo Guedes.

Logo, as expectativas dos acionistas estão voltadas para como o mercado, o governo federal e a estatal irão reagir com a mudança. Especialistas já falam sobre a possível criação de um mecanismo que impeça o reajuste de preços dos combustíveis por parte da Petrobras, faltando menos de cinco meses para as eleições no Brasil.

De acordo com apuração da "Folha de S.Paulo", um desses mecanismos iria estabelecer faixas para o preço internacional do petróleo, considerando que, caso o preço do barril varie dentro do que foi delimitado, a empresa não poderia fazer reajustes.

Com isso, o dólar opera entre ganhos e perdas na manhã desta terça (24). Às 09h32 (horário de Brasília), a moeda norte-americana registrava valorização de 1,45%, vendida a R$ 4,808, porém, em torno das 10h17, a moeda retraía em 0,45%.

Logo, o sentimento do mercado norte-americano não é o dos mais otimistas, com os índices futuros das bolsas de Nova York ainda operando em baixa, e com a queda do petróleo no cenário internacional.

Os acionistas da região ainda aguardam os novos discursos do presidente do FED (Federal Reserve, banco central norte-americano), Jerome Powell, que indicarão novos rumos para a política da taxa básica de juros no país. 

Já nas bolsas europeias, a preocupação rompe os dados inflacionários dos EUA e o lockdown na China, visto que as divulgações de vendas no continente não foram as mais animadoras para os acionistas.

O PMI (Índice de gerentes de compras) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, teve queda de 0,9% no mês de maio.

Por sua vez, o índice industrial na Alemanha registrou alta, enquanto os dados de serviços tiveram resultados negativos.

Para trazer mais informações para os investidores do mercado europeu, a presidente do BCE (Banco Central Europeu), Christine Lagarde, afirmou que a instituição “não está com pressa de elevar juros”, e que “a recessão não faz parte do cenário básico do BCE”, o que pode indicar que o primeiro aumento de juros deverá vir no mês de julho. 

- FTSE 100 (Reino Unido), +0,050%
- DAX (Alemanha), -0,94%
- CAC 40 (França), -1,01%
- FTSE MIB (Itália), -0,57%

Enquanto isso, o mercado asiático mais uma vez aponta suas preocupações para os casos de Covid-19 na China.

A cidade de Pequim voltou a registrar novos aumentos de casos da doença, o que alerta os investidores da região, principalmente por conta da contínua queda das ações de tecnologia no continente, com perdas muito expressivas na bolsa de Xangai.

- Nikkei (Japão), -0,94%
- Kospi (Coreia do Sul), -1,57%
- Hang Seng Index (Hong Kong), -1,75%
- Shanghai SE (China), -2,41%

De volta ao cenário doméstico, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), indicador considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,59% em maio, a maior alta para este mês desde 2016 (0,86%). O indicador tem alta acumulada de 4,93% no ano e de 12,20% em 12 meses.

Com isso, o mercado já tem a expectativa de que o IPCA chegue a 10% neste ano, e os desdobramentos da inflação e da Petrobras no País irão regular o comportamento do Ibovespa ao longo do pregão.