Privacidade e cookies: Utilizamos cookies no nosso website para melhorar o desempenho e a sua experiencia como utilizados.Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso. Visite nossa Política de Cookies para saber mais.
Ícone do aplicativo na loja

BP Money

Grátis na App Store

Abrir

Bolsa

Em sessão volátil, Ibovespa tem alta de 0,58% com disparada impressionante da Méliuz

Redação BP Money em 3 de dezembro de 2021 18:27
  • Produção industrial cai 0,6% em outubro, ante a setembro. Indicador teve recuo de 7,8% na comparação anual;
  • Promulgação parcial da PEC dos Precatórios pode obrigar o governo federal a pagar a totalidade dos precatórios;
  • Ações da Méliuz disparam 32,95% após GMV recorde em novembro;
  • Payroll decepciona nos EUA, foram criadas 210 mil novas vagas de emprego, ficando abaixo das 550 mil esperado pelo mercado;
  • O presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, defendeu o endurecimento da política monetária nos EUA;
  • Na Europa, o indicador de atividade empresarial apresentou aceleração para 55,4 no mês passado.

Em sessão de forte volatilidade, o Ibovespa encerrou com leve alta de 0,58% na sessão desta sexta-feira (3), com diferença superior a dois mil pontos entre a máxima e a mínima do dia. A sessão foi marcada pela repercussão dos desdobramentos da PEC dos Precatórios, disparada das ações da Méliuz, constantes temores sobre a variante da Covid-19 e as falas do presidente do Federal Reserve (Fed) de Saint Louis (EUA), James Bullard, sobre a política monetária dos Estados Unidos.

A promulgação parcial da PEC dos Precatórios pode obrigar o governo federal a pagar a totalidade dos precatórios em 2022. Os senadores redigiram a PEC de modo a atrelar o novo espaço fiscal aos gastos sociais, segundo informações da Arko Advice. Dessa forma, a PEC seria promulgada sem a previsão de um limite para pagamento das dívidas judiciais, e o governo teria a obrigação de pagar os precatórios em sua totalidade já em 2022.

A produção industrial brasileira recuou 0,6% em outubro em relação a setembro, acumulando o quinto mês de retração consecutivo  O resultado da indústria decepcionou as estimativas do mercado, era aguardado um avanço de 0,6% na comparação mensal, de acordo com levantamento feito pelo Refinitiv.

Em relação ao mesmo período do ano passado, a baixa foi de 7,8%, enquanto os especialistas esperavam uma queda de 5%. No acumulado de 2021, a indústria tem alta de 5,7% e, em 12 meses, de 5,7%.

As ações da Méliuz lideraram os ganhos do Ibovespa com alta de 32,95%. Os papéis da companhia se beneficiaram da divulgação do disparo de 87% do valor bruto de mercadoria (GMV), somando R$ 923 milhões no mês de novembro, sendo muito favorecido por conta da Black Friday, e estabelecendo um novo recorde dentro da empresa.

Houve ainda uma elevação de 82% de novos compradores em relação ao ano passado, o maior registrado na história do Méliuz.

Nos EUA, as bolsas encerraram com forte queda por conta do decepcionante resultado do relatório payroll, que mede a criação de empregos no país, divulgado nesta sexta.

Em novembro foram criadas 210 mil novas vagas de emprego nos EUA, ficando abaixo das 550 mil esperado pelo mercado. Em relação a outubro, houve uma aceleração dos números revisados, quando foram criadas 546 mil vagas. A taxa de desemprego ficou estável em 4,6%. A projeção era de que a taxa fosse para 4,5% em novembro, menor nível em 20 meses.

Outro grande motivo para a mudança de humor do mercado foi a fala do presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard. Ele defendeu o endurecimento da política monetária nos EUA, citando a inflação alta, além do “forte” crescimento econômico e geração de empregos com tendência a se fortalecer.

Na Europa, o indicador de atividade empresarial apresentou aceleração no mês passado. O PMI Composto da IHS Markit subiu para 55,4 em novembro, indicando expansão. Contudo, as bolsas do Velho Continente também encerraram com forte queda na sessão.

Ibovespa
O índice avançou 0,58% na sessão, aos 105.069 pontos. O volume negociado foi de R$ 33,5 bilhões

5 maiores altas do Ibovespa:
CASH3 [+32,95%]
LWSA3 [+8,18%]
CYRE3 [+7,55%]
CVCB3 [+6,66%]
ASAI3 [+6,59%]

5 maiores quedas do Ibovespa:
MFRG3 [-8,31%]
JBSS3 [-5,16%]
VALE3 [-2,83%]
NTCO3 [-1,92%]
IRBR3 [-1,88%]

IFIX

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) da B3 encerrou com alta de 1,08% aos 2.609 pontos, acompanhando o otimismo do mercado brasileiro. Os investidores ainda repercutem dados do PIB do Brasil, especialmente os relacionados à Construção Civil, que apresentou crescimento de 3,9% nos últimos trimestres.

A recuperação do segmento de lajes corporativas também está no radar dos investidores. A Blue Macaw, gestora com R$ 2 bilhões em custódia, apontou boas oportunidades no setor.

5 maiores altas do IFIX:
XPSF11 [+8,2%]
TEPP11 [+8,06%]
JSRE11 [+6,54%]
MGFF11 [+4,74%]
QAGR11 [+4,63%]

5 maiores baixas do IFIX:
GGRC11 [-2,39%]
PORD11 [-2,02%]
RFOF11 [-1,25%]
HGRE11 [-1,19%]
XPCM11 [-0,77%]

Dólar
A moeda norte-americana avançou 0,35% a R$ 5,679 na compra e R$ 5,680 na venda.

Índice pela tarde

Às 17h00 (horário de Brasília), o índice subia 0,030% aos 104.497 pontos. O dólar tinha alta de 0,35%, a R$ 5,68.

Às 14h19 (horário de Brasília), o principal benchmark da bolsa registrava avanço de 0,74%, aos 105.236 pontos. O dólar virava para leve alta de 0,11%, a R$ 5,66.

Índice pela manhã 

Às 10h35 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em alta de 1,5%, aos 106.032 pontos. O dólar recuava 0,41%, a R$ 5,63.

O mercado brasileiro repercute a queda de 0,6% na produção industrial de outubro, ante ao mês de setembro, com baixa de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado. A expectativa dos analistas consultados pela Refinitiv era de alta de 0,6% sobre setembro e recuo de 5% no comparativo anual.

No acumulado do ano, a indústria registra avanço de 5,7%.

A queda no indicador de desempenho do setor pode levar a mais uma redução nos juros futuros, que caíram na última quinta-feira (2) com o PIB estagnado e com a aprovação da PEC dos Precatórios.

Os investidores seguem atentos aos desdobramentos da PEC dos Precatórios. O texto foi aprovado em dois turnos no Senado, mas, por ter sofrido modificações, retornará à Câmara dos Deputados.

No noticiário corporativo, a holding CPFL Energia anunciou a aprovação da distribuição de dividendos no valor bruto de R$ 804 milhões. A Viveu informou que concluiu a compra da totalidade das quotas da Cirúrgica Mafra (veja mais aqui).

Por volta das 10h35, a Méliuz liderava os ganhos do Ibovespa com uma alta de 5,75%. Já entre as perdas do índice, os frigoríficos JBS e Marfrig estavam entre as maiores quedas, com baixas de 2,91% e 2,62%, respectivamente.

A Bradesco BBI rebaixou a classificação das companhias para uma posição “neutra”, afirmando que as margens da carne bovina dos EUA estão se deteriorando mais rápido do que o esperado, com baixa de 44% ano a ano (veja mais aqui).

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) abriu com alta de 0,42%, aos 2.594 pontos. Na sessão da última quinta, o benchmark encerrou com leve alta de 0,06%. Nesta manhã, o fundo BTLG11 liderava as altas, com avanço de 2,93%, R$ 99,1. Já o fundo VIFI11 encabeça as perdas com queda de 2,9%, a R$ 73,4.

Pré-abertura da Bolsa

Num movimento contrário às quedas anteriores, o Ibovespa fechou o pregão de quinta-feira (2) com um salto de 3,66%, sendo sua maior alta nos últimos 18 meses, ficando em 104 mil pontos pela primeira vez desde 25 de novembro. O avanço ocorreu em meio a repercussão da aprovação da PEC dos Precatórios no Senado, em primeiro turno. Além disso, o mercado digeriu os dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro do terceiro trimestre.

Na sessão desta sexta-feira (3) o destaque está para os números da produção industrial brasileira, relativos a outubro, que sai às 9h e o relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) às 10h30. Ele vai trazer informações sobre o ganho médio por hora trabalhada, a taxa de participação em novembro e o salário médio por hora.

Nesta manhã, as bolsas mundiais operam de forma mista, com as da Ásia fechando majoritariamente em alta, enquanto as bolsas europeias e os futuros norte-americanos iniciam as negociações entre perdas e ganhos.

Parte da volatilidade é fortemente influenciada pela nova variante da Covid-19, a Ômicron. Na véspera, o índice Dow subiu 617 pontos; o Nasdaq avançou 0,8%; e o S&P ganhou 1,4%, com destaque positivo para o setor industrial, que sentiu elevação de 2,89%.

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 economias europeias, tem alta de 0,5%. O setor de viagens e lazer lideram os ganhos.

Em novembro foi registrada uma inflação ao consumidor recorde na zona do euro, a 4,9% na comparação mensal. Os preços ao produtor subiram 5,4% seguindo a mesma base comparativa, e o aumento foi de 21,9% em relação a um ano antes.

Na Ásia, o mercado ainda monitora os impactos da variante Ômicron.

Menos de seis mês após sua listagem na Bolsa de Nova York, a companhia chinesa de caronas pagas Didi anunciou a sua saída, com a intenção de ir para a Bolsa de Hong Kong.

As ações de tecnologia de Hong Kong sentiram fortes recuos. A Alibaba caiu 3,43%, a Tencent recuou 2,58% e a Meituan perdeu 2,91%.

No que diz respeito às commodities, os preços do petróleo subiram em meio a decisão da Organização de Países Exportadores da commodity e seus aliados (Opep+) de manter os planos para aumentar a produção em janeiro. Além disso, a instituição ressaltou que pretende “continuar a monitorar o mercado de perto e realizar ajustes imediatos se necessário”, como foi antecipado pelo InfoMoney.
 
 
Confira os principais índices às 7h46:
 
IFIX [+0,061%]
 
ÁSIA
Nikkei 225 [+1,00%]
S&P/A SX 200 [+0,22%]
Hang Seng [-0,09%]
Shanghai [+0,94%]
 
EUROPA
DAX [-0,15%]
FTSE 100 [0,00%]
CAC 40 [-0,17%]
SMI [+0,22%]
 
ÍNDICES FUTUROS EUA
US 500 [-0,32%]
US Tech 100 [-0,35%]
S&P 500 VIX [+2,24%]
US 2000 [-0,28%]
 
COMMODITIES
Ouro [+0,53%] US$ 1.772,20
Prata [+0,12%] US$ 22,43
Cobre [-0,05%] US$ 4,2960
Petróleo WTI [+2,48%] US$ 68,12
Petróleo Brent [+2,47%] US$ 71,39
Minério de ferro future [+8,63%] US$ 103,17

Relacionadas