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Internacional

Ministro da Economia da Argentina renuncia ao cargo

Anúncio de Martín Guzmán aconteceu durante discurso de vice

por Redação BP Money

3 de julho de 2022 14:58
Ministro da Economia da Argentina renuncia ao cargo
Reuters/Agustin Marcarian

O ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, anunciou a renúncia do cargo no último sábado (2).

Por meio de uma carta em seu perfil pessoal de uma rede social, o ex-ministro da economia argentina ressaltou em sete páginas os agradecimentos após seu desligamento.

Guzmán enfatizou as obras – na visão dele – positivas realizadas pelo governo argentino desde dezembro de 2019, ao destinar o texto ao atual presidente Alberto Fernández.

Apesar do tamanho da carta, o ex-ministro não deixou claro os motivos de sua saída e sua saída foi uma surpresa para o governo do país, de acordo com o “La Nación”.

O pronunciamento de Guzmán nas redes sociais aconteceu ao mesmo tempo em que a vice-presidente da nação, Cristina Kirchner, realizava um discurso criticando a política monetária atual do governo.

As críticas diretas ao ex-ministro por parte de Kirchner foram consequências dos atritos já vividos entre os dois representantes do governo argentino.
 

Renúncia do Ministro da Economia acontece em período conturbado na Argentina

A economia argentina enfrenta um período de recessão nos últimos anos, que se intensificou em 2022.

Só neste ano, a alta inflacionária acumulada entre janeiro e maio foi de 29,3% e posteriormente saltou para 60,7% no mês de maio.

Os resultados negativos fizeram com que a economia do país atingisse uma das maiores altas de inflação ao redor do mundo, principalmente após o BCA (Banco Central da Argentina) anunciar um novo aumento na taxa básica de juros.

A alta anunciada em 16 de junho foi a maior nos últimos três anos de economia argentina, puxada pela crise inflacionária vivida também nos EUA e na Europa.

Na ocasião, a taxa Leliq – equivalente à Selic brasileira – cresceu 300 pontos-base para o nível de 52%.

Apesar do cenário complicado, o governo de Fernandez ainda não se pronunciou oficialmente sobre a renúncia do ex-ministro da Economia.