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Internacional

Mulher mais rica da Ásia perde metade da fortuna em um ano

A mulher mais rica da Ásia viu sua fortuna cair mais de 52%, para US$ 11,3 bilhões, ante US$ 23,7 bilhões um ano antes

por Redação BP Money

28 de julho de 2022 12:53Atualizado em: 28 de julho de 2022 13:02
Mulher mais rica da Ásia perde metade da fortuna em um ano
Foto: Reprodução

Mulher mais rica da Ásia, Yang Huiyan perdeu mais da metade de sua fortuna em 2021 por conta da crise imobiliária da China, segundo o Bloomberg Billionaires Index, divulgado nesta quinta-feira (28). 

Acionista majoritária da gigante imobiliária chinesa Country Garden, a mulher mais rica da Ásia viu sua fortuna cair mais de 52%, para US$ 11,3 bilhões, ante US$ 23,7 bilhões um ano antes. 

Na última quarta (20), Huiyan recebeu novo golpe nas finanças: as ações da Country Garden caíram 15% no mercado de Hong Kong, depois que a empresa anunciou que venderia novas papéis para gerar renda.

Como Yang Huiyan se tornou a mulher mais rica da Ásia

Huiyan herdou sua fortuna quando seu pai, Yang Guoqiang, fundador da Country Garden, transferiu as ações em 2005, segundo a mídia estatal. Dois anos depois, após listar o grupo na bolsa de valores de Hong Kong, ela se tornou a mulher mais rica da Ásia.

Em 2020, as autoridades chinesas aplicaram controles sobre o superendividamento no setor imobiliário, deixando grandes players como Evergrande e Sunac lutando para pagar seus compromissos, à medida que se aproximam da falência.

A empresa de Huiyan evitou maiores problemas que se abateram sobre o setor. Porém, os investidores ficaram assustados com o anúncio da última quarta, de que levantaria mais de US$ 343 milhões por meio de uma venda de ações, em parte para cobrir dívidas.

De acordo com a Exame, analistas apontaram que o setor imobiliário da China está em um "ciclo vicioso" que pode afetar ainda mais a confiança do consumidor.

PIB da China cresce 0,4% no 2º trimestre na base anual

Segunda maior economia do mundo, a China registrou um crescimento da atividade econômica de 0,4% no segundo trimestre em relação ao ano anterior, em meio aos impactos das restrições de mobilidade por conta da pandemia da Covid-19. 

Leia também: Bilionário perde quase R$ 380 bilhões em 2022; veja o que aconteceu

De acordo com o consenso Refinitiv, o PIB da China, país natal da mulher mais rica da Ásia, estava previsto para subir 1% no trimestre em relação ao ano anterior, desacelerando significativamente de 4,8% no primeiro trimestre.