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Internacional

Latam tem plano de recuperação judicial aprovado pela Corte de Nova York

A companhia já tinha entrado no Chapter 11 (lei de recuperação judicial dos EUA) em maio de 2020

por Alexandre Puga

19 de junho de 2022 11:28Atualizado em: 19 de junho de 2022 11:37
Latam tem plano de recuperação judicial aprovado pela Corte de Nova York

A chilena Latam e as suas afiliadas no Brasil, Colômbia, Equador, Peru e EUA obtiveram no último sábado (18) a aprovação do plano de reorganização do grupo pelo Tribunal de Falências do Distrito Sul de Nova York, nos EUA. A companhia entrou no Chapter 11 (lei de recuperação judicial dos EUA) em maio de 2020, início da pandemia. Poucos meses depois o braço brasileiro também foi inserido no processo.

Em nota, a empresa informou que mantém sua meta de sair do processo de RJ no segundo semestre deste ano. O grupo destacou que o plano foi apoiado por quase todos os credores após meses de negociações.

O início das negociações foi marcado por muita polêmica, sobretudo diante da tentativa da Azul de conseguir comprar parte ou até todo o negócio da chilena via negociação com credores. O movimento, entretanto, não surtiu efeito. 

“Estamos muito satisfeitos com a confirmação de nosso plano de reestruturação pelo juiz. Este é um passo muito importante no processo de saída do Capítulo 11 e continuaremos trabalhando intensamente para concluir as etapas restantes nos próximos meses”, afirmou Roberto Alvo, CEO da LATAM Airlines Group, em nota.

Nos próximos meses, a Latam pretende conseguir a aprovação do registro de ações e títulos mobiliários no registro de valores da Comissão do Mercado Financeiro do Chile (CMF) e a implementação dos respectivos períodos de direito de preferência para a oferta das ações e títulos conversíveis aos atuais acionistas. 

Se os objetivos forem alcançados, a empresa aérea pretende seguir o plano de recuperação, apresentado em novembro de 2021, com uma injeção de US$ 8,19 bilhões no grupo por meio de uma combinação de capital novo, títulos conversíveis e dívida, incluindo o financiamento de US$ 5,4 bilhões garantido pelos principais acionistas (Delta Air Lines, Qatar Airways e Grupo Cueto) e pelos principais credores da LATAM.