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Internacional

Fed eleva taxa de juros em 0,75 ponto percentual

Decisão veio em linha com as expectativas do mercado

por Redação BP Money

27 de julho de 2022 15:05Atualizado em: 27 de julho de 2022 15:59
Fed eleva taxa de juros em 0,75 ponto percentual
Pixabay

O Fed (Federal Reserve, o Banco Central norte-americano) confirmou a expectativa do mercado nesta quarta-feira (27) ao elevar a taxa básica de juros dos EUA em 0,75 ponto percentual. Com isso, a taxa de juros dos EUA saiu do intervalo entre 1,5% e 1,75% para o intervalo entre 2,25% e 2,5% ao ano.

A decisão veio em linha com a expectativa do mercado, que já estimava uma alta dessa magnitude. "Inflação permaneceu elevada, refletindo desequilíbrio entre oferta e demanda relacionado à pandemia, preço dos alimentos e energia mais elevados e pressões externas de preços", informou o Fed em comunicado divulgado após a reunião desta quarta.

A instituição financeira mudou sua avaliação da economia. “Os indicadores recentes de gastos e produção se suavizaram. No entanto, os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa”, afirmou. 

De acordo com o banco norte-americano, novos aumentos serão apropriados. Além disso, relatou que continuará reduzindo participações em títulos do Tesouro e dívida e títulos lastreados em hipotecas. “O Comitê está fortemente comprometido em devolver a inflação ao seu objetivo de 2%”, diz o texto.

A elevação das taxas de juros pelo Fed ocorre apenas um dia antes da divulgação dos últimos números do PIB norte-americano, o que pode mostrar um segundo trimestre consecutivo de contração do crescimento econômico nos EUA, atendendo os critérios comuns para uma recessão técnica.

Em 15 de junho, o Fed já havia subido em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros nos EUA, em um intervalo entre 1,50% e 1,75% para o ano. Foi a maior elevação desde novembro de 1994.

Após aumentar os juros, o chairman do Fed, Jerome Powell, relatou que "é esperado que juros subam mais em 2023, mas será necessário atualizar essa estimativa em setembro, com novos dados de inflação e emprego".