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Internacional

Dirigente do Fed vê inflação elevada nos EUA

Presidente do Federal Reserve de Richmond ainda disse que a escalada da inflação dos EUA no último mês resultou na elevação de 0,75 ponto percentual na taxa de juros

por Alexandre Puga

21 de junho de 2022 17:44Atualizado em: 21 de junho de 2022 17:48
Dirigente do Fed vê inflação elevada nos EUA

O presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central norte-americano) de Richmond, Tom Barkin, afirmou nesta terça-feira (21), que a inflação está elevada e persistente. A declaração foi feita em evento virtual da National Association for Business Economics (Nabe). Barkin ainda afirmou que a escalada da inflação dos EUA no último mês resultou em uma elevação de 0,75 ponto percentual na taxa de juros do país.

O economista norte-americano alegou que apoiou o aperto monetário anunciado pelo Fed na semana passada. Segundo ele, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor, CPI na sigla e inglês) mais recente justifica seu apoio.  

Barkin afirmou que, dependendo das expectativas de inflação, o Banco Central norte-americano precisará mostrar flexibilidade. Para a reunião de julho, ele afirmou que uma elevação dos juros de 50 pontos ou de 75 pontos “parece razoável”. Ele ainda completou afirmando que não há motivo para o Fed deixar de subir os juros, se as leituras de inflação continuarem a avançar.

Fed anunciou aumento da taxa de juros na semana passada

Na quarta-feira (15), o Fed anunciou mais uma alta na taxa de juros. O Banco Central norte-americano subiu em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros, em um intervalo entre 1,50% e 1,75% para o ano. Foi o maior movimento de juro desde novembro de 1994.

A medida foi adotada na tentativa de controlar a inflação, que chegou a 8,6% no acumulado de 12 meses até maio, bem acima das projeções e o pior resultado desde 1981.

Na sexta-feira (17), o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, destacou que a atenção total do banco central dos EUA está no arrefecimento da inflação.

"Meus colegas e eu estamos fortemente focados em fazer retornar a inflação ao nosso objetivo de 2%", afirmou o presidente do Fed, em discurso de abertura em uma conferência da autoridade monetária sobre o papel internacional do dólar.