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Internacional

China: Porta-voz anuncia operações militares para noite desta terça (2)

Serão feitos exercícios conjuntos marítimos e aéreos na região de Taiwan

por Redação BP Money

2 de agosto de 2022 13:15Atualizado em: 2 de agosto de 2022 13:30
China: Porta-voz anuncia operações militares para noite desta terça (2)
Bandeira da China | Foto: <a href='https://br.freepik.com/fotos-vetores-gratis/c

O Porta-voz das Forças Armadas da China anunciou que serão realizadas operações militares ao redor de Taiwan na noite desta terça-feira (2). Serão feitos exercícios conjuntos marítimos e aéreos, com tiro de artilharia de longo alcance no Estreito de Taiwan e teste de mísseis convencionais.

A imprensa de Pequim, capital da China, já havia informado que forças chinesas iriam realizar “importantes exercícios militares e atividades de treinamento” ao redor de Taiwan, de 4 a 7 de agosto. 

Nesta terça-feira (2), o avião com a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, realizou o pouso em Taiwan. A Casa Branca orientou Nancy Pelosi a não realizar esta viagem. A China, nesta manhã, colocou aviões de guerra para sobrevoar a linha que divide o Estreito de Taiwan.

Em comunicado, a China alertou sobre consequências da visita de Pelosi. "A China definitivamente tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar resolutamente sua soberania e integridade territorial em resposta à visita do presidente dos EUA. Todas as consequências daí decorrentes devem ser suportadas pelo lado norte-americano e pelas forças separatistas da 'independência de Taiwan'", diz um trecho do comunicado, segundo o BDM. 

Ida de Pelosi à Taiwan prejudica relações entre China e EUA

O Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional da China escreveu, em postagem, republicada pelo Global Times, em rede social, que a visita de Pelosi a Taiwan “prejudica seriamente a base política das relações entre China e EUA”.

Além disso, a postagem também afirma que a viagem da norte-americana “envia uma mensagem seriamente errada às forças da ‘independência de Taiwan’, às quais nos opomos e condenamos fortemente”.

O governo chinês cita um tratado de 1979, no qual os EUA reconhecem Taiwan como parte da China. "A visita de Pelosi, de qualquer forma e por qualquer motivo, é uma grande provocação política para atualizar os intercâmbios oficiais dos EUA com Taiwan. A China absolutamente não aceita isso, e o povo chinês absolutamente rejeita isso”, diz o governo em comunicado.