Internacional

BCE anuncia criação de ferramenta para amparar dívidas de países da zona do euro

Autoridade busca amenizar perdas provocadas por empréstimos na região

por Redação BP Money

15 de junho de 2022 10:49Atualizado em: 15 de junho de 2022 10:54
BCE anuncia criação de ferramenta para amparar dívidas de países da zona do euro
Foto: (Arquivo/Agência Brasil)

O BCE (Banco Central Europeu) anunciou que irá criar medidas para amenizar as dívidas de alguns países da zona do euro que aumentaram a taxa de empréstimos na região.

Em reunião convocada de forma urgente na manhã desta quarta-feira (15), o BCE confirmou que utilizará os reinvestimentos dos resgates a vencer para aliviar países endividados como Itália e Grécia, a fim de diminuir a atual crise monetária do continente.

De acordo com a autoridade monetária, serão usados recursos do PEPP (Programa de Compras de Emergência Pandêmica) para a aplicação das dívidas dos países.

O programa foi criado com o objetivo de fornecer suportes financeiros durante a pandemia de Covid-19, entretanto, já foi encerrado.

Além disso, o Conselho do banco europeu também optou por “designar os Comitês relevantes do Eurosistema junto com os serviços do BCE  para acelerar a conclusão do projeto de um novo instrumento anti-fragmentação''.

Até o momento, a autoridade monetária ainda não havia apresentado nenhum plano concreto que limitasse o aumento de custos de empréstimo, o que permitia aos acionistas acreditarem que a instituição não tratasse a situação dos endividados como prioridade.
 

Rara reunião emergencial do BCE foi marcada às pressas

A reunião convocada pelos membros do Conselho da instituição monetária foi uma resposta às turbulências vividas na região, principalmente após a alta acentuada dos rendimentos de títulos emitidos por países como Itália e Grécia, considerados com a economia menos potente no continente.

A atual situação europeia também é consequência de diversos outros dados desanimadores para a economia da região.

Entre os principais índices negativos do continente, destaques para as encomendas à indústria na Alemanha e o PMI (Índice de Gerentes de Compras) do Reino Unido. 

Os indicadores registraram quedas de, respectivamente, 2,7% e 5,5% entre março e abril (índice alemão) e abril e maio (índice britânico).

O conselho do BCE, que se reuniu nesta manhã, também marca a “super quarta”, que conta ainda com as decisões de políticas monetárias do FED (Federal Reserve, banco central norte-americano) e do Copom (Comitê Político Monetário), autoridade brasileira, que acontecerão nesta tarde.