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'Planejamento tributário faz a diferença', diz sócio da X Tax

Gabriel Riosem 18 de setembro de 2021 8:00

    Com o Brasil sendo um dos mais complexos ambientes tributários do mundo, as companhias estão percebendo a necessidade de contratar empresas especializadas em recuperação e inteligência tributária. Para João Mottin, sócio do Grupo 2xCapital - um dos maiores em solução em reestruturação empresarial e gestão corporativa do país -, "planejamento financeiro e tributário é o que faz a diferença entre ganhar e não ganhar dinheiro". 

    Em entrevista à BP Money, Mottin falou sobre o Grupo e diversas empresas especializadas que compõem a 2xCapital. Dentre elas, a X Tax, empresa de inteligência tributária, que alia tecnologia de ponta pare revisões tributárias, além de segurança jurídica. 

    "Buscamos dar credibilidade e transparência para esse processo de crédito tributário, porque ele é muito sobrecarregado de pessoas não sérias que vendem fumaça e vendem soluções que não são corretas. O que buscamos fazer é dar uma solução em cima da verdade, da transparência, em cima de técnica e que livre o cliente de qualquer tipo de risco", explicou Mottin. 

    A X Tax desenvolveu um robô que realiza o trabalho de forma correta e muito mais rápida: "Conversando com um amigo, que também é concorrente no Rio Grande do Norte, ele não tem a robotização e não tem obviamente o seguro no serviço de revisão tributária. O que nós fazemos em cinco dias ele pede 90 dias para o cliente".

    Veja abaixo a entrevista na íntegra:

    João, o senhor tem uma empresa que é especialista em recuperação e inteligência tributária. Gostaria de saber mais sobre ela e de que maneira a mesma atua.
    Essa empresa a qual nós nos referimos é a X Tax, que é uma empresa de inteligência tributária. Nós desenvolvemos um robô com tecnologia proprietária e inteligência artificial que ele consegue identificar todos os créditos líquidos e certos, ou seja passíveis de compensação administrativa que a empresa tem, mas não sabe o que tem. Uma empresa organizada tem créditos, ou seja pagou impostos a maior, sejam eles estaduais federais ou previdenciários. Basicamente por dois motivos: Erro de lançamento, que pode ocorrer em muitas empresas que ainda tem vários lançamentos de maneira manual, e pelo dinamismo estupendo da legislação tributária brasileira. Ela muda a cada duas horas no Brasil. Literalmente a cada duas horas. Isso não é força de expressão. 

    Então não há de se esperar de nenhum contador nenhuma auditoria ou nenhum sistema de RP acompanhar esse dinamismo e o nosso robô consegue fazer o cruzamento com que a mais atual com os dados da empresa. Nós conseguimos fazer um diagnóstico completo muito rápido e livre de qualquer tipo de ônus ou custo. Após o diagnóstico nós apresentamos isso para a empresa. O empresário tem a prerrogativa de decidir se vai ou não vai usar o crédito, não é porque nós fizemos um diagnóstico de graça que ele tem qualquer obrigação com a gente, e em decidindo usar o crédito um grande diferencial nossa que nós temos uma associação exclusiva com uma seguradora triplo A internacional, seguro de performance, emitido pela seguradora internacional Berkley – Allianz Worldwide.

    Em decidindo usar o crédito ele o faz de maneira totalmente segurada, ou seja sem correr nenhum tipo de risco com qualquer questionamento do Fisco dois, três, quatro anos depois. O que nós buscamos foi dar credibilidade e transparência para esse processo de crédito tributário, porque ele é muito sobrecarregado de pessoas não sérias que vendem fumaça e vendem soluções que não são corretas. O que buscamos fazer é dar uma solução em cima da verdade, da transparência, em cima de técnica e que livre o cliente de qualquer tipo de risco. Daí a ideia do seguro ser feito.

    Vocês próprios desenvolveram esse robô? Como ele é aplicado e o ganho que traz para sua empresa? 
    Isso é muito interessante. Hoje, até eu sou sócio de uma outra empresa, uma gestora, onde nós acreditamos muito na robotização e na automação. Na gestora, dois dos meus sócios são programadores, então a gente não contrata ninguém para fazer os trabalhos. Eles efetivamente programam. Quando a gente fala robô, a gente tende a pensar num humanóide, numa maquininha que se mexe, e não é isso. Mas sim, ele foi desenvolvido por nós, usando o que há de mais atual na parte técnica, contábil e tributária, e também usando o que há de mais atual na parte tecnológica para conseguir fazer esses cruzamentos de maneira rápida. Mas ele nada mais é do que um programa que tem algoritmos específicos e que faz os cruzamentos entre o que há de mais moderno em legislação e jurisprudência, e as informações contábeis e financeiras da empresa. Mas é um grande diferencial porque, conversando com um amigo que também é concorrente no Rio Grande do Norte, ele não tem a robotização e não tem obviamente o seguro no serviço de revisão tributária. O que nós fazemos em cinco dias ele pede 90 dias para o cliente. E ainda de maneira não confiável porque obviamente sempre que você tem um processo com influência humana ele está mais sujeito a falha. 

    Esse serviço de recuperação e inteligência tributária tem sido cada vez mais necessário para as empresas. Qual a importância desse setor para uma empresa? 
    Em muitos negócios, planejamento financeiro e tributário é o que faz a diferença entre ganhar dinheiro não ganhar dinheiro. Vou dar um exemplo, que não vou nem vou citar o nome da empresa, mas uma das empresas que nós atendemos é de capital aberto, e ela lançou o que nós achamos de crédito tributário como lucro no balanço, e como o crédito é lastreado no seguro passou na auditoria foi aceito no balanço e isso foi a diferença para dar lucro nos dois trimestres do ano onde ela lançou esses créditos. Para uma empresa de capital aberto isso é essencial. Todo tipo de busca de eficiência é importante para uma empresa, especialmente na área tributária e financeira são o que fazem a diferença. Outro ponto que merece menção é que eficiência não é agressividade. Muitos empresários falam que são super conservadores, e eu falo "nós também". Nós só trabalhamos com o que é líquido e certo, nós não trabalhamos com nenhuma tese a ser comprovada, é só com o que é líquido e certo, tanto que nós estamos falando aqui de compensação administrativa. Não tem nada que precisa ser judicializado ou que precise de homologação, porque é tudo líquido e certo. Eficiência não quer dizer agressividade. Todos nós precisamos ser eficientes. A agressividade é uma questão de perfil. Eficiência é uma questão de necessidade. 

    O texto-base da reforma foi aprovado pela Câmara recentemente. Você tem acompanhado esse debate? o que acha da proposta e de que maneira ela pode influenciar no serviço que você oferece?
    Tenho acompanhado e prefiro não emitir uma opinião. Não gosto muito de politizar o tema, mas tenho acompanhado. Para a parte de serviços financeiros, existem alguns benefícios que devem ser perdidos para algumas organizações em termos de fundo e benefícios fiscais. Contudo, eu faço uma observação somente: o maior pagador de imposto no Brasil é a empresa, é o empresário. Eu acho que deveria haver uma mudança nesse paradigma, porque a empresa é um motor de geração de emprego, o motor da economia. Então não me parece correto que é o maior pagador de imposto seja a empresa. Então eu me limitaria a dizer isso. De certa forma, vejo o ministro Guedes tentando mudar esse paradigma. Não concordo com a forma como está sendo feita, mas acho que essa mudança de paradigma é importante. 

    De que maneira essa proposta pode influenciar?
    Gabriel, eu te diria que não tem como falar de uma influência direta, porque os créditos e os pagamentos continuam acontecendo por causa da mudança de legislação. Então mesmo que você faça uma mudança estrutural agora, o dinamismo da mudança de leis ele continua, então a resposta mais honesta que eu posso te dar é que ele não influencia nem para mais nem para menos. A demanda por isso continua existindo.

    Mudando um pouco de assunto, vamos falar sobre a recuperação de empresas e de fundos. Gostaria que você comentasse sobre essa questão. 
    É algo que nós acreditamos muito. A X Tax faz parte do Grupo 2xCapital. Nós somos a maior solução integrada de recuperação e reestruturação de empresas do Brasil. Nós temos a advisor, que é a XInfinity Invest, que faz toda a parte de recuperação judicial e extrajudicial. Temos ainda a NDN Advogados, que dá todo suporte técnico-jurídico para nós.Temos a XMind, que faz toda a parte de estruturação financeira e captação de recursos para as empresas. Temos a XIndustry, que é uma consultoria de implementação de processos industriais e a XTech, que é uma empresa que investe em startups. Nós acreditamos muito nessa parte de reestruturação de empresas, renegociação de dívidas. E aqui eu queria ressaltar a função social do instituto da recuperação judicial. Ela nasce com a função de preservação da economia e do emprego. Então muitas vezes é melhor passar por um processo de reorganização, para que a empresa sobreviva, do que se partir para uma falência que é uma situação muito pior. Uma estatística que merece menção, é que, das empresas que pedem recuperação judicial no Brasil, menos de 20% saem do outro lado vivas. na X Infinity, no Grupo 2X, mais de 80% saem vivas, porque nós montamos planos focados na sobrevivência da empresa, e é algo que nós acreditamos muito.

    Caso você queira comentar mais algum assunto que eu não tenha te perguntado, fique à vontade.
    Eu queria só fazer uma última menção Gabriel, algo que eu acho muito importante, é a necessidade do empresário se sofisticar em termos de produtos financeiros. Eu vejo grandes empresários muito hábeis, muito inteligentes, muito astutos com conhecimento zero em relação à organização da empresa em fundos e, na maneira mais eficiente de explorar o negócio, deixando muito dinheiro na mesa. Hoje a estrutura de fundos no Brasil e a legislação, com suporte da CVM, dá uma ampla gama de possibilidades de eficiência e não agressividade que deveriam ser mais exploradas pelos empresários.

    Eu costumo dar dois exemplos: Nos Estados Unidos não tem pessoas físicas dona de empresas, se tem fundos. Se você vai para um topo de um prédio em Nova Iorque, e olha todos aqueles prédios, todos os donos daquele patrimônio imobiliário são fundos imobiliários e não holdings ou pessoas físicas, diferente do Brasil. Aqui não acho que vale a pena discorrer no detalhe de todos os benefícios da organização via fundos, mas é algo que faço esse apelo para que os empresários abram os olhos para isso. É uma estrutura muito barata. algo muito fácil de ser feito, e que traz muito benefícios para eles. Então é algo que eu realmente acho que tem muito espaço para crescer no Brasil e muito valor agregado.

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