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Economia

Petróleo: fecha em queda com preocupações sobre recessão

O barril do WTI ficou abaixo de US$ 90 pela primeira vez desde março, mês de início da guerra na Ucrânia

Mage Cotait

por Mage Cotait

5 de agosto de 2022 9:32Atualizado em: 5 de agosto de 2022 9:33
Petróleo: fecha em queda com preocupações sobre recessão
Petróleo: fecha em queda com preocupações sobre recessão/Foto:Freepik

O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira (4), puxado por preocupações com a economia global e com a possibilidade de recessão. A estagnação econômica poderia enfraquecer ainda mais a demanda pela commodity.  

O Banco da Inglaterra (BoE) projetou, nesta sexta-feira (5), a entrada da economia britânica em uma recessão a partir de outubro deste ano.  

O mercado do petróleo 

Em meio às especulações, o barril do WTI ficou abaixo de US$ 90 pela primeira vez desde março, mês de início da guerra na Ucrânia.  

Enquanto na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI para setembro fechou a US$ 88,54, por barril, uma queda de 2,34%. O barril do petróleo Brent fechou a US$ 94,12 por barril, uma baixa de 2,75%.  

Puxados pela queda do dólar, os contratos futuros da commodity chegaram a se recuperar das perdas de ontem na manhã desta sexta-feira (5). Porém, o petróleo continuou a cair depois da decisão do BoE, que deu fôlego ao dólar ante a libra esterlina e renovou os temores de recessão. 

 Segundo  o economista Oanda Edward Moya, o mercado de petróleo está misto, já que a destruição da demanda é atendida com capacidade ociosa limitada. 

“A fraqueza contínua deve ser improvável, uma vez que o mercado de petróleo permanece apertado, mas a quebra do nível técnico chave de US$ 90 pode desencadear alguma venda de impulso”, analisa em relatório enviado a clientes. “A fraqueza do preço do petróleo deve ser limitada a partir daqui, pois os comerciantes de energia sabem que a demanda da China por petróleo pode se recuperar em breve”, afirma.  

A elevação da taxa básica de juros em 50 pontos-base, a 1,75%, viria como uma tentativa para combater a inflação no Reino Unido, que está no maior nível em mais de quatro décadas.