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Economia

Paulo Guedes visa conter preços dos combustíveis usando inquérito do Cade

Conselho Administrativo de Defesa Econômica estuda usar parecer contra Petrobras (PETR4)

Fabio Santiago

por Fabio Santiago

12 de maio de 2022 8:59Atualizado em: 31 de maio de 2022 11:26
Paulo Guedes visa conter preços dos combustíveis usando inquérito do Cade
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, planeja utilizar o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para conter o aumento dos preços dos combustíveis no Brasil, como o anunciado pela Petrobras (PETR4), segundo informações do "Bahia Notícias".

O inquérito já elaborado pelo Cade contra a petroleira está na fase de apurar se a empresa atrapalha concorrentes privados que tentam usar sua infraestrutura de transportes para escoar diesel e gasolina importados, o que poderia aumentar a competição e baixar preços.

Além disso, integrantes da ala política também manifestaram, na última semana, que o parecer poderia ter potencial de cortar o valor cobrado nas bombas em até 15%.

Com isso, a alteração no comando do Ministério de Minas e Energia foi mais um fator para o plano de Guedes, especialmente após a primeira declaração do novo presidente, Adolfo Sachsida, nomeado pelo presidente da república, Jair Bolsonaro (PL).

Em sua primeira declaração como titular do cargo, realizada na última quarta-feira (11), Sachsida afirmou que irá iniciar estudos para a privatização da Petrobras.

Contudo, a queda do petróleo pode retardar a expectativa de Sachsida, visto que a queda dos preços dos combustíveis no País - valores criticados por Bolsonaro - não é garantida por uma eventual privatização da estatal.

Por conta disso, Bolsonaro alegou, na última quarta-feira, que "apesar de a inflação estar alta no Brasil, bem como a questão dos combustíveis, na nossa terra os efeitos são menores."
 

Pretensões de Paulo Guedes conflitam com posicionamento de presidente da Petrobras

Vale lembrar que Bento Albuquerque, último presidente do Ministério de Minas e Energia, deixou o comando de forma consensual, mas o mesmo já vinha sendo alvo de críticas de Bolsonaro.

Além disso, o atual presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, escolhido após diversas divergências nas indicações, está alinhado com as ideias de Bento, e também foi citado nas reclamações públicas do presidente da república sobre o reajuste do diesel, na última segunda-feira (9).

Com as repercussões do aumento de preços por parte da Petrobras, e com as declarações do novo comandante do Ministério de Minas e Energia, Paulo Guedes aguarda os desdobramentos dos dois inquéritos já abertos pelo Cade contra a estatal, a fim de investigar suposto abuso da empresa no mercado de combustíveis.