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Economia

Paulo Guedes diz que talvez Brasil precise de "dois Bolsonaros"

Em evento realizado nesta quinta-feira (19), o ministro da Economia falou sobre as perspectivas econômicas para o País

Juliano Passaro

por Juliano Passaro

19 de maio de 2022 11:03Atualizado em: 31 de maio de 2022 9:21
Paulo Guedes diz que talvez Brasil precise de "dois Bolsonaros"
Tânia Rego/Agência Brasil

Aproveitando o ano de eleição presidencial, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou, durante evento realizado pelo TC (Traders Club) nesta quinta-feira (19), que, talvez, o "Brasil precise de dois Bolsonaros". Guedes quis dizer que, por causa do tempo de mandato de partidos da esquerda no Brasil e pelas reeleições ocorridas, Bolsonaro deveria ser reeleito neste ano. O ministro também falou sobre os feitos deste governo e as perspectivas econômicas. 

"Eu era contra a reeleição, mas se fosse só uma Dilma, um Fernando Henrique e um Lula, aí dava pra ter um só Bolsonaro. Mas como tivemos duas Dilmas, dois Lulas e dois Fernando Henriques, talvez precise de dois Bolsonaros", disse Guedes. 

"O Bolsonaro ganhou sozinho (as eleições de 2018). Foi justamente um 'chega' ao ciclo de estagnação da economia, uma economia fechada, 40 milhões de desempregados. Essa historinha de que o Bolsonaro quebrou o Brasil, esquece", complementou. 

Guedes destacou que o governo Bolsonaro seguiu todos os planos que estavam na agenda e que, por isso, o Brasil pode ser a maior "fronteira de investimentos do mundo pelos próximos 10 anos".

"O governo gastava muito e gastava mal. Nós (do governo Bolsonaro) entramos justamente para mudar isso. Todo mundo sabe qual é o nosso programa. É o caminho da prosperidade. É o caminho que reconstruiu a Alemanha e o Japão no pós-guerra. É o caminho que os ingleses seguiram, evidentemente com alterações. É o caminho da democracia liberal, reabertura política e reabertura econômica", afirmou o ministro da Economia.

O ministro disse que os governos anteriores esqueceram de fazer a reforma do Estado e citou os períodos de hiperinflação vividos em meados dos anos 90 no Brasil como algo "traumático" para o brasileiro. 

"Foi um período muito traumático (o de hiperinflação). Quando entramos no governo, vimos que tínhamos excesso de gastos. No primeiro ano, fizemos a reforma da Previdência. Estamos com o desemprego mais baixo desde 2015. Os gastos do governo também estão abaixo de quando a covid chegou. A divida PIB era 76,5% quando a covid chegou. Nós fomos a 89% e estamos a 78,5%. Nenhum país conseguiu fazer isso. Além disso, zeramos o déficit de 10,5% do PIB. Demoramos 15 meses pra fazer isso", afirmou o ministro.

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O economista-chefe também afirmou que a economia brasileira avançou em todas as frentes nos últimos três anos e destacou que o País é, hoje, respeitado pelos estrangeiros. "Pela primeira vez, reduzimos o IPI em 40 anos. Estamos transformando excesso de arrecadação em redução de impostos. Fizemos o que tinha que ser feito. Existe, hoje, um enorme respeito pelo Brasil lá fora. Ao contrário do que é falado aqui dentro, de que está uma bagunça. Somos uma democracia resiliente", disse.

Sobre os próximos passos, Paulo Guedes disse que o Brasil está no caminho oposto ao de pares da América Latina, como Argentina e Venezuela. "Ao longo dos últimos 30 anos, 3,7 bilhões de pessoas saíram da miséria. O fantasma do socialismo ainda assombra Venezuela e Argentina. O Brasil está indo pro caminho da prosperidade. O Brasil está com a bola na marca do penalti. O fiscal está forte. O Brasil fez a lição de casa. A hora é agora. A Inglaterra vai ter inflação de dois digitos já já. Eles estão indo pro inferno. O Brasil já saiu de lá", afirmou o ministro.

Juliano Passaro

Juliano Passaro

Repórter BP MoneyRepórter do BP Money. Trabalhou no Grupo Bandeirantes de Comunicação e foi repórter nos portais Suno Notícias, Exame e IstoÉ Dinheiro.