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Economia

Greve dos caminhoneiros: "o País vai parar", diz líder do movimento

Em comunicado à imprensa, Wallace Landim destacou que a PEC do ICMS não resolverá preço do diesel

Juliano Passaro

por Juliano Passaro

7 de junho de 2022 10:21Atualizado em: 7 de junho de 2022 10:46
Greve dos caminhoneiros: "o País vai parar", diz líder do movimento
Reprodução/Arquivo Pessoal

O líder da greve dos caminhoneiros de 2018, Wallace Landim (conhecido também como Chorão), afirmou, em nota à imprensa, na última segunda-feira (6), que "o País vai parar" porque a categoria não vê "uma luz no fim do túnel" em relação aos preços do diesel.

"O presidente Bolsonaro está preocupado com sua reeleição, os caminhoneiros e o povo brasileiro estão preocupados em colocar comida na mesa de suas famílias. Não vemos luz no fim do túnel. O País vai parar", destacou Landim em nota.

O líder do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), anunciou, também na última segunda (6), uma proposta para reduzir os impostos estaduais sobre os combustíveis. Bolsonaro prometeu que, se os estados zerarem os ICMS, o Governo Federal vai ressarcir aos governadores o valor que foi deixado de arrecadar com os impostos. 

Em seu comunicado à imprensa, Landim disse que este não é um movimento que acaba com as dores da categoria em relação ao preços dos combustíveis, já que, segundo ele, PIS, Cofins e Cide representam 6% da composição do preço do diessel. 

"Retirar o ICMS dos combustíveis, que não é uma receita da União, é como tomar dinheiro do vizinho para pagar uma conta da minha casa", afirmou Landim.

"A isenção do PIS, Cofins e da Cide representam 6% na composição do preço do diesel, não refresca em nada na vida do caminhoneiro, e não resolve a inflação que está matando o povo mais pobre de fome", complementou. 

Veja também: Greve dos caminhoneiros: 'não podemos ficar quietos', diz Chorão sobre aumento dos combustíveis

De acordo com o líder dos caminhoneiros, ao que tudo indica, os preços dos combustíveis vão continuar subindo, mesmo com a possível nova solução apresentada pelo governo nesta semana.

"O problema não está sendo enfrentado, esse movimento é só um paliativo para aumentar o diesel novamente, se não aumentar o preço, vai faltar diesel nos postos, fruto da política de preços da Petrobras, empresa criada com dinheiro público e que o goveno é acionista majoritário", disse o líder da greve dos caminhoneiros de 2018.