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Economia

ONU reduz previsão de PIB global para 2022

A projeção para o crescimento global em 2022 foi reduzida de 4% para 3,1%

por Redação BP Money

20 de maio de 2022 7:48Atualizado em: 31 de maio de 2022 11:26
ONU reduz previsão de PIB global para 2022

A ONU (Organização das Nações Unidas) diminuiu a projeção para o crescimento global em 2022, de 4% para 3,1%. De acordo com um relatório divulgado na última quinta-feira (19), o órgão internacional analisa que a guerra entre Rússia e Ucrânia derrubou a recuperação econômica da pandemia, além de ter provocado uma grave crise humanitária no continente europeu.

A guerra entre Moscou e Kiev também elevou os preços dos alimentos e commodities ao redor do mundo. Tanto a Rússia como a Ucrânia são grandes exportadores de produtos alimentícios. Os dois países, conhecidos como o "celeiro da Europa", representam 29% das exportações globais de trigo e 19% das de milho. O alto custo e a viabilidade para exportar alimentos de uma zona de guerra faz com que diversos países desistam do negócio.

O anúncio da Índia de que iria proibir as exportações de trigo também causa preocupação em meio a uma crise de abastecimento. O país asiático é o segundo maior produtor do insumo e havia contabilizado um aumento nas exportações.

A ONU acredita que a inflação global irá subir 6,7% neste ano, muito maior do que a média de 2,9%, que foi calculada entre 2010 e 2020.

ONU: EUA, China e UE vivem momentos delicados na economia

O baixo crescimento ocorre também pelo momento econômico dos EUA, que tiveram que aumentar sua taxa de juros para conter a inflação. A situação da China, que ainda tenta controlar uma onda de novas infecções de Covid-19 e da UE (União Europeia) não é positiva. Já as economias em desenvolvimento e importadoras de commodity tentam lidar com os altos preços de energia e alimentos. No continente africano, a maior preocupação é o aumento da insegurança alimentar.

"O aperto monetário nos EUA também deve aumentar os custos dos empréstimos e piorar as lacunas de financiamento nos países em desenvolvimento, incluindo os países menos desenvolvidos", afirma o relatório da ONU.