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Dinheiro

Nova variante da Covid derruba mercados; entenda

Luiza Gonçalvesem 26 de novembro de 2021 12:02
  • Nesta manhã, houve uma queda generalizada das principais bolsas mundiais;
  • Já foram confirmados 77 casos da nova variante na Província de Gauteng;
  • Com o número de mutações da nova variante, a OMS declarou que pode levar várias semanas para entender seus impactos;
  • As ações do setor de turismo e viagem despencaram com a notícia na Europa, EUA e Ásia;
  • O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, disse que a situação da pandemia é grave e que o país busca acelerar a sua campanha de vacinação.

O anúncio da nova variante Covid-19 descoberta na África do Sul, que possui mais de 30 mutações, fez com que as bolsas internacionais iniciassem o pregão desta sexta-feira (26) registrando baixas expressivas. A partir disso, a União Europeia anunciou que irá propor a proibição de voos vindos da região, a fim de conter a propagação do vírus.

Nesta manhã, houve uma queda generalizada das principais bolsas mundiais, o índice Stoxx 600, que reúne ações de empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sentia queda de 2,78% por volta das 10h27 desta sexta.

No total, já foram confirmados 77 casos na Província de Gauteng, na África do Sul; quatro em Botswana; e um em Hong Kong, que foi diretamente ligado a uma viagem ao país que registrou o primeiro caso.

Além disso, em Israel já foi detectado um caso de infecção pela nova mutação, de acordo com as informações de órgãos oficiais. Outro ponto é que mais dois casos foram identificados em pessoas retornando do exterior. Os três indivíduos foram vacinados, contudo, as autoridades não especificaram quantas doses as pessoas haviam tomado.

Com o número de mutações da nova variante, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que pode levar várias semanas para entender seus impactos. Nesse sentido, segundo informações da AFP, a Pfizer disse esperar dados sobre o impacto da variante em relação à vacina dentro de duas semanas.

Nova variante afeta mercados
A notícia de uma nova variante abalou todos os mercados, desde bolsas, criptos e, inclusive, commodities.

As ações do setor de turismo e viagem despencaram com a notícia na Europa, EUA e Ásia. Os contratos para dezembro no S&P 500 chegaram a ceder mais de 2% nesta manhã, configurando sua pior queda desde setembro.

Contudo, em busca de uma maior segurança, investidores recorreram ao ouro e ao dólar, que avançaram.

No geral, os receios quanto à nova onda estão atrelados à paralisação dos mercados. Quando a Covid-19 deu seus primeiros sinais foram instalados lockdowns e diversas indústrias interromperam suas atividades, o que até os dias atuais é sentido para o segmento de semicondutores que afeta diversas cadeias de produção pelo mundo.

Para grande parte dos bancos, as preocupações são compreensíveis tendo em vista os efeitos da última onda.

As commodities sentiram diversas retrações, tanto o petróleo tipo Brent quanto o WTI apresentaram uma margem de perdas entre 6% e 7%, o que num futuro próximo impacta os papéis da Vale e da Petrobras, além de outros ativos relacionados. O minério de ferro também registrou quedas.

Por que muitas mutações preocupam?
No que diz respeito ao vírus que fez o primeiro contato com as células do corpo humano, essa variante possui dez mutações, se comparado com as únicas duas da variante Delta, que se propagou pelo mundo.

Esse novo nível de mutação, provavelmente, foi originado de um único paciente que não conseguiu combater o vírus. Contudo, a maior quantidade de mutações não quer dizer que o impacto para a saúde será maior, o que realmente preocupa é ter conhecimento sobre o que elas irão provocar no organismo.

Um exemplo, é que durante a pandemia houve variantes que inicialmente geraram inúmeros receios, mas felizmente não corresponderam às expectativas.

A Variante Beta, a princípios assustou devido a sua capacidade de se sobressair ao sistema imunológico, contudo, de acordo com informações da BBC, foi a variante Delta que se propagou pelo mundo.

Zona do euro é epicentro da Covid-19?
A Alemanha decidiu impor restrições devido ao avanço de casos da Covid-19, apesar de buscar evitar o fechamento completo do país. Com a 5ª onda do vírus em curso, a região enfrenta restrições mais duras.

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, disse na quarta-feira (24) que a situação da pandemia é grave e que o país busca acelerar massivamente a sua campanha de vacinação. Além disso, ele destacou que “deve tornar a vacinação obrigatória para certos grupos”, como foi antecipado pelo InfoMoney.

Nesse contexto, a região registrou 75 mil novos casos de covid-19 nesta sexta-feira. A zona do euro busca mudar sua estratégia de combate ao Coronavírus após o parecer da OMS, que classificou a Alemanha como atual epicentro da pandemia.

Após flexibilizar as restrições, os países europeus buscam retornar as medidas sanitárias de forma mais rígida. Com a Alemanha quebrando recordes no número de casos, autoridades começam a analisar exigir comprovante de vacinação ou teste negativo para a Covid-19 para realização de determinadas atividades e entrada em outros países, como apurou a Reuters.

Nova onda e Tapering nos EUA
Essa retração generalizada ocorre em meio aos primeiros passos do processo de tapering (redução gradual da compra de títulos pelo governo) nos Estados Unidos.
Nesse sentido, para alguns analistas a redução dos estímulos fiscais nos EUA não faria sentido com a nova onda da covid.

“O mercado vem recebendo recorrentes sinalizações de que a o Fomc poderia se ver obrigado a acelerar o ritmo da redução de compras de ativos (tapering), bem como antecipar o momento da elevação dos juros, realidade que não faria sentido caso a pandemia ressurja a ponto de governos adotarem medidas diversas de distanciamento social/redução de mobilidade e tudo que, infelizmente, estamos bastante cientes”, sinalizou a corretora Commcor, de acordo como Money Times.

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