Privacidade e cookies: Utilizamos cookies no nosso website para melhorar o desempenho e a sua experiencia como utilizados.Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso. Visite nossa Política de Cookies para saber mais.
Ícone do aplicativo na loja

BP Money

Grátis na App Store

Abrir

Dinheiro

Inflação para mais pobres encosta em 11%

LEONARDO VIECELI | Folhapressem 15 de outubro de 2021 10:27
  • A inflação para os mais pobres chegou a 10,98% no acumulado de 12 meses;
  • A inflação para as famílias com renda considerada muito baixa chegou a 1,30%;
  • Segundo o Ipea, as famílias foram impactadas pelo aumento nos preços do setor de habitação em setembro.

A inflação acelerou em setembro no Brasil e voltou a atingir com maior força o bolso dos mais pobres, aponta estudo divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

O levantamento divide a população em seis faixas de renda. No mês passado, todas as camadas pesquisadas viram a inflação acelerar para 1% ou mais. A questão é que as famílias mais pobres amargaram, novamente, um aumento superior nos preços.

A situação preocupa porque essa camada tem menos condições financeiras para lidar com a carestia de itens básicos para o dia a dia. Entre eles, estão alimentos, energia elétrica e gás de cozinha.

Em setembro, a inflação para as famílias com renda considerada muito baixa chegou a 1,30%, o maior avanço entre as faixas pesquisadas. O grupo é formado por brasileiros cujo rendimento domiciliar fica abaixo de R$ 1.808,79 por mês.

Com o resultado de setembro, a inflação para os mais pobres chegou a 10,98% no acumulado de 12 meses. Também é a maior alta entre os seis grupos investigados.

A título de comparação, a inflação para as famílias com renda considerada alta foi de 1,09% em setembro. No acumulado de 12 meses, a variação dos preços atingiu 8,91% para os mais ricos.

O grupo é composto por famílias com renda domiciliar acima de R$ 17.764,49.

Segundo o Ipea, as famílias com rendimento mais baixo foram impactadas, sobretudo, pelo aumento nos preços do setor de habitação em setembro.

Dentro desse segmento, houve reajustes de 6,5% nas tarifas de energia elétrica, de 3,9% no gás de botijão e de 1,1% nos artigos de limpeza.

O bolso dos mais pobres também foi pressionado, ainda que em menor medida, pela alta nos alimentos no domicílio. Frutas (5,4%), aves e ovos (4%) e leites e derivados (1,6%) fazem parte dessa lista.

Para as camadas com renda maior, o principal foco inflacionário em setembro veio do setor de transportes.

No mês passado, esse ramo de produtos e serviços teve o efeito dos reajustes de 2,3% na gasolina, de 28,2% nas passagens aéreas e de 9,2% nos transportes por aplicativo.

Com orçamento bem mais restrito, os mais pobres acabam direcionando seu dinheiro especialmente para despesas como alimentação em casa, energia elétrica, gás de cozinha e aluguel.

Ao longo da pandemia, esses itens ficaram mais caros, o que ajuda a entender a escalada inflacionária maior entre as famílias com renda inferior.

O estudo do Ipea ainda traz o recorte do aumento de preços no acumulado do ano, entre janeiro e setembro.

Nessa comparação, as famílias com renda média-baixa (entre R$ 2.702,88 e R$ 4.506,47) registraram a maior alta inflacionária. O avanço foi de 7,23%.

Relacionadas