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Economia

FMI pede ajuda para vulneráveis em meio à crise econômica

O fundo ainda reitera que uma ajuda generalizado pode aumentar as pressões sobre as contas públicas

por Alexandre Puga

7 de junho de 2022 16:53Atualizado em: 7 de junho de 2022 19:40
FMI pede ajuda para vulneráveis em meio à crise econômica

O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta terça-feira (07) que os governos deveriam direcionar ajuda aos cidadãos vulneráveis em meio à luta contra o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis. O FMI reitera que um auxílio generalizado pode aumentar as pressões sobre as finanças públicas.

O FMI criticou medidas adotadas por governos para manter os preços dos alimentos baixos de maneira inorgânica. A declaração veio em relatório no qual o órgão analisou o impacto da alta desses produtos e da energia no mundo. O documento conclui que seria mais eficiente aplicar subsídios na compra de alimentos para populações mais vulneráveis do que controlar artificialmente os preços internos.

O fundo argumenta que o controle de preços é mais custoso para governos do que oferecer subsídios localizados às famílias que não têm condições de pagar os produtos frente à recente alta de custos no mercado global. 

Em blog, o fundo afirma que mais da metade dos 134 países pesquisados disseram ter adotado subsídios ou cortes de impostos para aliviar o golpe do aumento dos preços provocado pela guerra entre Rússia e Ucrânia. O conflito, que já dura mais de 100 dias, resultou em aumentos nos preços de alimentos e combustíveis, agravando os temores de uma crise econômica global e prejudicando as economias de países em desenvolvimento, que têm lutado para se recuperar da pandemia da Covid-19.

“As autoridades devem permitir que os altos preços globais passem para a economia doméstica enquanto protegem as famílias vulneráveis afetadas pelos aumentos”, afirmou o blog do Fundo Monetário Internacional.

O FMI ainda afirma que o controle de preços pode afetar o equilíbrio entre oferta e demanda, já que esse mecanismo iria aquecer a procura, aumentando os custos do Estado com subsídios. O relatório diz que os preços são “cruciais” para manter a demanda ajustada.