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Economia

Copom inicia reunião nesta terça-feira para definir taxa Selic

Na quarta-feira, o Banco Central anunciará qual será a taxa de juros

por Redação BP Money

2 de agosto de 2022 14:49Atualizado em: 2 de agosto de 2022 15:08
Copom inicia reunião nesta terça-feira para definir taxa Selic
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O Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, irá iniciar nesta terça-feira (2) a quinta reunião de 2022 para definir a Selic, a taxa básica de juros do País. Na quarta-feira (03), a decisão será anunciada ao final da tarde.

De acordo com boletim Focus da segunda-feira (01), a taxa básica de juros deve ser elevada em 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Na última reunião do Comitê, em junho, seus membros comentaram a possibilidade de novos aumentos na Selic.

Em maio, no entanto, as autoridades monetárias do Banco Central indicaram que a alta de juros teria fim em junho, porém, com o aumento da taxa de juros nos EUA e na Europa, a Selic foi sendo pressionada. Assim, novos aumentos precisaram ser promovidos.

No meio de junho, o BC do Brasil subiu a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, levando a Selic para 13,25% ao ano. O anúncio veio dentro do esperado pelo consenso do mercado financeiro, diante da inflação persistente. Foi a 11ª alta consecutiva da taxa básica de juros brasileira.

O atual ciclo de alta dos juros básicos teve início em março de 2021. No boletim Focus divulgado em 6 de junho, o BCB havia revisado a expectativa da Selic em 2022 de 12,75% ao ano para 13,25%.

Na ata do Copom divulgada em 21 de junho, o Banco Central sinalizou que a inflação brasileira deve manter o patamar elevado pelo menos até o final de 2022. A instituição confirmou que apesar do aperto no ciclo de alta de juros, a Selic não será diminuída neste ano, como forma de combater a inflação.

Apesar de confirmar que ela não irá diminuir neste ano, o Comitê estipulou metas para a taxa de juros nos próximos períodos. As projeções são de 13,25% até o final deste ano, 10,0% em 2023 e 7,50% em 2024. Caso o objetivo do Copom se concretize, a inflação terminará os respectivos períodos em 8,8%, 4,0% e 2,7%.