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Economia

Bolsonaro afirma que quer congelar preços dos combustíveis e do gás até a eleição

Em reuniões internas do governo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstrou insatisfação com o aumento do preço dos combustíveis

por Alexandre Puga

24 de maio de 2022 17:55Atualizado em: 31 de maio de 2022 11:26
Bolsonaro afirma que quer congelar preços dos combustíveis e do gás até a eleição

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem afirmado em reuniões internas do governo que as novas altas dos combustíveis o farão "perder a reeleição". De acordo com o portal G1, Bolsonaro afirmou que não quer mais reajustes no diesel, gás de cozinha e gasolina até a eleição, que será realizada em outubro de 2022.  
 
O governo tem pesquisas internas que mostram que a população brasileira está jogando a responsabilidade do preço dos combustíveis no presidente da República, que é candidato à reeleição. Os caminhoneiros, grupo que apoia Bolsonaro desde 2018, estão insatisfeitos com os sucessivos aumentos. 

Desde a nomeação de Adolfo Sachsida, aliado do ministro da Economia Paulo Guedes, para o Ministério de Minas e Energia, o presidente vem cobrando medidas para enfrentar esses aumentos no preço dos combustíveis.  

O plano do governo é estender o período em que a Petrobras (PETR3;PETR4) repassa os valores do petróleo importado para o preço dos combustíveis nas bombas. 

Na noite de segunda-feira (23), o governo federal anunciou a demissão de José Mauro Ferreira Coelho, presidente da Petrobras até então. Ferreira Coelho foi demitido 40 dias após sua chegada à presidência da petroleira. Para assumir o cargo de presidente, foi indicado Caio Mário Paes de Andrade, que ocupava o cargo de secretário da Desburocratização, no Ministério da Economia. O nome de Paes de Andrade precisa ser aprovado na Assembleia de Acionistas, que ainda não tem data marcada. 

Com o anúncio da nova substituição no comando da Petrobras, o governo de Jair Bolsonaro soma ao menos 12 ações para tentar conter o aumento nos preços dos combustíveis em pouco mais de um ano. Desde fevereiro de 2021, foram três trocas na presidência da estatal e uma no Ministério de Minas e Energia, além de mudanças fiscais, por meio de decretos ou de projetos de lei encampados pelo governo.