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Economia

Bancos aumentam chance de recessão nos EUA e na Europa

Bancos centrais de vários países adotaram medidas agressivas contra suas economias para conter a alta da inflação, aumentando a possibilidade de uma recessão

por Alexandre Puga

21 de junho de 2022 15:06Atualizado em: 21 de junho de 2022 16:49
Bancos aumentam chance de recessão nos EUA e na Europa

Os países estão cada vez mais temerosos com uma possível recessão global, cuja probabilidade vem aumentando diante da necessidade dos bancos centrais de vários países apertarem suas políticas monetárias para conter a alta da inflação. Nas últimas semanas, vários bancos centrais, como o Fed (Federal Reserve, o Banco Central norte-americano) e o Banco Central do Brasil, precisaram elevar suas taxas de juros. Diante deste cenário, vários bancos aumentaram a probabilidade de haver uma recessão nos EUA e na Europa.

O banco norte-americano Goldman Sachs aumentou sua probabilidade de uma recessão nos EUA para 48% nos próximos dois anos. A estimativa anterior era de 35%. Já a probabilidade de haver uma recessão em 2023 aumentou para 30%.

O relatório emitido pela instituição financeiro afirma que a atividade econômica do país está desacelerando, mas cadeias de abastecimento estão se recuperando. 

O Goldman Sachs ainda acredita que o Fed vai agir mais agressivamente, levando a um aumento de 2,5 pontos percentuais na taxa de desemprego. O banco acabou reduzindo a expectativa de crescimento do PIB para 2022 com base anual, de 2,5% para 2,4%. Apesar disso, a instituição financeira alega que uma recessão pode ser branda.

Para os economistas da Berenberg, a economia norte-americana vai entrar em recessão em 2023, com o PIB caindo 0,4% durante o ano. Eles também acreditam que os juros elevados irão apertar a economia dos EUA no primeiro semestre.

“A reação agressiva do Fed à inflação americana de 8,6% em maio afetou o equilíbrio. Agora, uma queda do PIB se tornou um grande risco em nosso cenário base”, disse o banco em nota. 

“A recessão será branda e a renda disponível começará a crescer novamente no fim de 2023 à medida que a inflação recua”, completou. 

O banco Deutsche Bank, ao contrário da Berenberg e Goldman Sachs, enfatiza que a recessão pode não ser branda. Em nota, o banco estima uma recessão “mais cedo e mais severa” do que esperava há dois meses. 

Segundo o banco, a economia deve contrair cerca de 0,5% em 2023. Caso a queda seja maior, a instituição financeira alemã estima que a taxa de desemprego pode passar a ser de 5,5%. Na Europa, o Deutsche aumentou sua expectativa por uma recessão. Segundo o diretor-presidente do Deutsche Bank, Christian Sewing, a probabilidade de uma recessão no continente é maior do que a registrada em qualquer período anterior.

Em entrevista para a “CNBC”, Sewing afirmou que a dependência da Europa de importação de energia da Rússia mostra que a região está especialmente vulnerável. De acordo com o banqueiro, se a Rússia deixar de trazer gás, a probabilidade da recessão chegar ainda mais cedo é muito grande.