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Economia

Banco Central da Inglaterra sobe taxa de juros para 1,25% ao ano

Foi a quinta alta seguida realizada pela autoridade monetária do Reino Unido

por Alexandre Puga

16 de junho de 2022 12:40Atualizado em: 16 de junho de 2022 12:43
Banco Central da Inglaterra sobe taxa de juros para 1,25% ao ano

O Banco Central da Inglaterra (BoE) elevou nesta quinta-feira (16) sua principal taxa de juros em 0,25 ponto percentual para 1,25% ao ano. O BoE ainda disse que medidas mais fortes podem ser necessárias para controlar a inflação. Foi a quinta alta feita pela autoridade monetária do Reino Unido. 

O ímpeto do banco central para aumentar as taxas é limitado por obstáculos crescentes ao crescimento, incluindo o aumento dos custos de energia causado pela guerra na Ucrânia e uma possível disputa comercial com a União Europeia (UE). O governo do Reino Unido apresentou uma legislação que permitiria violar partes de seu acordo do Brexit com o bloco.

O Reino Unido viu um aumento nos preços ao consumidor desde o início de 2021, impulsionado por custos de energia mais altos e gargalos na cadeia de suprimentos. Em resposta, o banco central do Reino Unido elevou sua principal taxa de juros em dezembro.

O BoE manteve um ritmo mais cauteloso nesta quinta-feira, mas aumentou os custos de empréstimos em cinco reuniões consecutivas de seu Comitê de Política Monetária (MPC), uma sequência inigualável desde que o grupo de nove funcionários recebeu o controle sobre as taxas de juros em 1997. Na conclusão da reunião, três dos nove membros do MPC votaram por um aumento mais forte da taxa básica, para 1,5% ao ano.

O Banco Central inglês, no entanto, afirmou que pode deixar de lado a cautela e aumentar sua principal taxa de juros em meio ponto percentual em uma próxima reunião, caso pareça que a alta inflação esteja se tornando mais enraizada na economia do Reino Unido, em vez de ser importada de fora para o país sob a forma de preços mais elevados da energia e dos alimentos. 

"O Comitê estará particularmente alerta a indicações de pressões inflacionárias mais persistentes e, se necessário, agirá com força", disse o Banco Central em comunicado.