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Economia

Banco Central da Argentina aumenta sua taxa de juros para 52%

O anúncio correu no dia seguinte à divulgação dos dados de inflação ao consumidor do país, que atingiu mais de 60% na comparação anual de maio

por Alexandre Puga

18 de junho de 2022 13:03Atualizado em: 18 de junho de 2022 13:08
Banco Central da Argentina aumenta sua taxa de juros para 52%

O Banco Central da Argentina anunciou o aumento da Letra de Liquidez (Leliq) de 28 dias, a taxa básica de juros do país, de 49% para 52%. O anúncio foi feito na última quinta-feira (16) e ocorreu no dia seguinte à divulgação dos dados de inflação ao consumidor do país, que atingiu mais de 60% na comparação anual de maio.

Segundo o Banco Central, os números mensais de inflação recuaram no mês passado e devem continuar desacelerando gradualmente. Ainda assim, a instituição avalia que houve um aumento na percepção de risco financeiro no exterior.

"A autoridade monetária continua seu processo de normalização gradual da taxa básica e do restante da estrutura de taxas de juros da economia, a fim de ajudar a preservar a estabilidade financeira e cambial, sustentar o crescimento do produto e do emprego e reduzir a inflação", afirmou o Banco Central em comunicado.

A decisão do Banco Central argentino vem em meio à alta generalizada da inflação pelo mundo e aos aumentos das taxas de juros em vários países.

O Fed (Federal Reserve, o Banco Central norte-americano), principal órgão monetário dos EUA, subiu em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros nos EUA, agora em um intervalo entre 1,50% e 1,75% para o ano. É o maior movimento de juros do país desde 1994.

Na quarta-feira (15), o Banco Central do Brasil elevou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando de 12,75% para 13,25% ao ano. É o maior nível da Selic desde 2016.

Na quinta-feira, o Banco Central da Inglaterra (BoE) elevou sua principal taxa de juros em 0,25 ponto percentual para 1,25% ao ano. As decisões na Europa, assim como a alta de juros do Fed, contribuíram para a derrubada das ações nas bolsas de valores pelo mundo, com os mercados cada vez mais receosos de uma recessão global.