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Opiniões

Copom define nova taxa básica nesta quarta

Gabriel Carvalho em 27 de outubro de 2021 10:00
  • A reunião do COPOM deve trazer à tona a expectativa de mais uma alta dos juros básicos no Brasil;
  • O esperado é que o BCB defina um aumento de 1,25 a 1,5 pontos na taxa básica.

A próxima reunião do COPOM deve trazer à tona a expectativa de mais uma alta dos juros básicos no Brasil. Se o cenário inflacionário já tornava claro o caminho da SELIC, com o anúncio da divulgação do IPCA-15 (veja aqui), o cenário confirma a preocupação dos economistas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (uma das cestas de consumo do índice) de outubro variou 1,20%, maior variação mensal desde 2016 (1,42%) e maior variação relativa a outubro desde 1995 (1,34%). 

Com o Forward Guidance definido para o combate a alta depreciação cambial e ancoragem de expectativas à meta de inflação, o esperado é que o BCB defina um aumento de 1,25 a 1,5 pontos na taxa básica. Vale ressaltar que o Real (BRL) foi a segunda moeda de pior desempenho entre os emergentes, perdendo somente para a Lira Turca (TRY) no último mês.

Essa alta deve comunicar ao mercado mais uma tentativa de controle da aceleração de preços que assola o país, que sofre influência de fatores correlacionados ao desempenho e incerteza da gestão fiscal reeleição com a mudança radical na âncora fiscal (Teto de Gastos), parcelamento de precatórios e a desconfiança em relação ao custeio do Auxílio Brasil, programa assistencial que vem para substituir o atual Bolsa Família. 

O cenário de descontrole inflacionário e juros mais altos gera desconfiança com relação ao desempenho da atividade econômica do país para o ano que vem. Um exemplo foi o último relatório do Banco Itaú que, além de precificar uma SELIC mais alta do que a das projeções do BCB, projeta uma variação do PIB de -0,5% para 2022, enquanto o FOCUS (relatório de mercado do Banco Central) espera 1,5% de crescimento no mesmo período.

O Banco Central do Brasil batalha não só contra a inflação constante, mas também com a desconfiança gerada pelos equívocos da política monetária e fiscal durante o ano de 2021. A âncora fiscal já teve seu fim decretado, resta esperar uma boa condução da política monetária que acomode as expectativas de inflação. 
 

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