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As Big Tech’s por trás do M&A

Tamara Cardosoem 27 de setembro de 2021 16:02
  • Algumas adquirições resultaram em empreendimentos bilionários;
  • Críticos temem que a prática de tais aquisições prejudique a inovação;
  • “Nossas aquisições ao longo dos anos estimularam investimentos”;

Dominantes no cenário dos negócios, quatro empresas destacadas como as Big Tech’s: Amazon, Google, Apple e Facebook, adquiriram centenas de outras companhias para terem as tecnologias mais poderosas do mundo. Influentes em comércio, pesquisa, eletrônicos, entre outros, elas criaram extensões e aquisições em novos setores, adicionando fontes de receita e superando concorrentes.

No entanto, críticos temem que a prática de tais aquisições prejudique a inovação e impacte os consumidores. Haja vista, algumas adquirições resultaram em empreendimentos bilionários, enquanto outros falharam e provieram em produtos sendo vendidos ou totalmente inacessíveis.

Ao longo das décadas, o Federal Trade Comission e o Departamento de Justiça foram suspeitos de manifestarem fusões, aquisições e censurará-las em tribunal se intimidarem a segurança do mercado. Um vez que, os gigantes da tecnologia ficaram mais influentes, os críticos que incriminarem essas companhias de se beneficiarem do monopólio para desestimular os concorrentes, também clamaram por mais investigação, mencionando que as obtenções não estão consolidadas na inovação, mas na limitação total do mercado, por consequência, eliminando a concorrência.

 

Em contrapartida, vale salientar a evolução das quatro empresas após o M&A:

 

Amazon

A empresa que surgiu em 1994, iniciou-se como serviço de livraria online, crescendo rapidamente e tornando-se uma companhia completa. Exercendo além do E-commerce, devido às aquisições, atualmente, a empresa atua inclusive no mercado de alimentos: Whole Food Market; Além disso, no setor de segurança doméstica, veículos autônomos e Start-up’s. Desse modo, a Amazon está em todo lugar, seja na televisão (Prime Video) e ouvidos com auto-falante inteligente (Echo).

Em 2020, a companhia obteve US $ 386 bilhões em receita, não vivenciado sinais de desaceleração e realizando aquisições que incluíram empresas de robótica com a finalidade de amparar os trabalhadores, além de uma inteligência artificial para aumentar a capacidade do seu serviço.

Executivos concluíram que a empresa é apenas uma pequena parte do setor de varejo, e que a sua concorrência encontra-se bem estabelecida e próspera em cada área.

 

Apple

Representada como a companhia mais antiga entre as quatro Big Tech’s, a Apple tem um histórico de aquisições mais amplo, dividindo-se em dois períodos: antes e depois do Iphone.

Com o propósito de obter capacidades virtuais, a empresa alcançou espaço no setor de automação de softwares, impulsionando a receita, além do serviço de streaming que conquistou o negócio de direitos musicais, permitindo-lhe lançar um concorrente para o Spotify.

Em agosto de 2021, a capitalização da Apple atingiu US $ 2 trilhões, transformando-se na empresa mais valiosa do mundo. Como resultado, a companhia está atrás de concorrentes em software de automação que capacita assistentes de voz populares, como a Alexa da Amazon e o Google Assistant, necessitando atrair empresas e talentos para se atualizar. Com o intuito de estimular a receita através das aquisições, os acionistas clamam que estimule os lucros com a estagnação das vendas de smartphones.

 

Google

Relativamente jovem comparado a Apple, quase todos os produtos do Google, seja o Docs, até o Earth, envolveram pelo menos uma aquisição.

Iniciado com o serviço de busca para construir um grande negócio de publicidade, no qual resultou uma receita de bilhões de dólares, a empresa consumou em investimento no ajuste fino do seu negócio principal e na mudança para novos, construindo sua própria ferramenta e popularizando-se.

Por consequência, os reguladores da União Europeia realizaram investigações sobre a companhia desde 2010, multando-a em bilhões. No entanto, a posição do Google na Europa é tão dominante como sempre. Bem como, atualmente, a empresa enfrenta uma nova onda de investigações nos EUA.

“Nossas aquisições ao longo dos anos estimularam investimentos, aceleraram a inovação, o crescimento e beneficiaram os consumidores. A grande maioria das nossas aquisições são empresas de tecnologias menores, nas quais investimos para ajudá-las a crescerem mais rápido e com custo menor”, disse o porta-voz do Google.

Em contrapartida, o domínio absoluto da empresa em vários mercados importantes torna difícil imaginar novas companhias surgindo e competindo de forma significativa contra o Google, de tal forma que, o poder de mercado por meio de uma série de aquisições, eliminam qualquer ameaça competitiva.

 

Facebook

Diferente das demais Big Tech’s, o Facebook não comprou tantas companhias, mas fez a aquisição mais cara do grupo, o aplicativo de mensagens “What’s App” por US $ 19 bilhões. Certamente, é nesse crescimento que a empresa tem prosperado. Anos antes, a companhia comprou o Instagram por US $ 1 bilhão.

Em virtude disso, o Facebook mencionou que a empresa gastaria de 10 a 15% do seu valor de mercado a cada dois anos para “escorar” sua posição com aquisições.

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