Privacidade e cookies: Utilizamos cookies no nosso website para melhorar o desempenho e a sua experiencia como utilizados.Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso. Visite nossa Política de Cookies para saber mais.
Ícone do aplicativo na loja

BP Money

Grátis na App Store

Abrir

Varejo & Mercado

Qual foi a última vez que você apertou o F5?

Antonio Eloyem 29 de julho de 2021 19:21

Muito se fala ultimamente em novos modelos de negócios, ecossistemas e
mercados exponenciais. E desses questionamentos, vêm sempre à tona a
pergunta: "Qual foi a última vez que você apertou o F5?".

O processo pandêmico inevitavelmente nos trouxe, pela complexidade do
impacto do vírus, uma diversidade de novas interrogações, de como
fazer, quando, como, qual intensidade e meio... por outro lado, vêm nos mostrando uma importância primária em buscarmos uma renovação constante de atualização e abertura para novas práticas.

Quando trazemos esses pilares para o mercado, o mundo dos negócios
flutua entre os que aproveitam a maré para pegar a melhor onda, e
aqueles que tem dificuldade de se situarem nesse mar de desafios, e
durante esse intervalo, acabam sendo suprimidos pelas mesmas ondas que
geram oportunidades.

Ora, mas se maré tranquila nunca fez bom marinheiro, porque no meio
desse mar agitado ainda existe uma parcela enorme de empresas,
executivos e profissionais que ainda apostam em um único modelo de
negócio em detrimento ao novo? Talvez medo, talvez desconfiança,
talvez comodismo em ter que voltar a transpirar para conquistar e se
manter no seu lugar. Os mercados estão em uma turbulência frenética
por mudanças, por novos sentidos e apostas. A tecnologia veio para
somar, os dados para entendermos a jogar um jogo mais inteligente no
tabuleiro dos negócios. Nessa prática, soma crescimento quem
aproveitar mais antecipadamente a essa evolução. Perde mercado e
oportunidade, quem resolver fechar os olhos por dificuldade de aceitar
que o novo já chegou. Pergunto e me questiono como fiz no início:
"Qual foi a ultima vez que você apertou o F5?".

Somos forçados a traçar de forma constante novos planejamentos e
planos de voos, isso por um fator incondicional: sobrevivência. É
nessa ancoragem de incertezas, que o estudo, a permissão por apostar em
novos formatos, faz com que tenhamos um celeiro criativo de ideias,
propósitos e modelos de negócios, não antes explorados. Sim, o
mercado muda, e nele muda também a vontade do consumidor que deseja e
almeja ser surpreendido por coisas novas, por boas experiencias, por
algo que os tire da famosa "mesmice".

O que antes o mercado era controlado literalmente na ponta do lápis, se
globalizou e se permitiu anos atras a sistematizar para melhor
performar. Hoje, busca um reestudo constante, de entender novas
práticas, de usar dados, novas metodologias para continuar a buscar um
dos seus indicadores, que é performance, porém de forma mais ágil,
mais pratica, mais profissional.

Andar pelo mercado, conversar com empresários, debater sobre assuntos
que permeiam sobre o dia-dia de várias empresas, nota-se um pouco de
tudo. Dos velhos modelos e padrões que aos poucos vem tentando mudar o
conceito e perfil, a aqueles que já nascem no modelo disruptivo, de
teste, de aprimoramento, de constante aprendizado. Bingo!!! Aqui, para
os sábios, há um prato cheio de conteúdo e visões que já imperam
mundo à fora para consolidar negócios de sucesso nos mercados em que
atuam.

A praticidade virou uma premissa básica, a experiencia uma forma de
relacionamento, os indicadores de desempenho um jeito de melhor
controlar a atuação, a tecnologia um meio de sistematizar e buscar
performance.

Isso é tão interessante, que se formos pegar o exemplo do crescimento
do _e commerce_ no Brasil, até pouco tempo atrás boa parte dos nossos
consumidores ainda eram nativos digitalmente. Esse número cresceu cerca
de 13 milhões de usuários ativos na internet no país em pouco menos
de 1 ano, por força da pandemia, claro, mas muito por uma tendencia que
é natural de avanço. E algo de relevante isso tudo nos tem a mostra:
ao menos uma mudança no comportamento de consumo ou no aceite para
novos modelos e mudanças. O objetivo possa ser que para muitas empresas
ainda continuem os mesmos, mas a forma de fazer e implementar mudou e
vai mudar cada vez mais, na forma de pagar (_gateways, Bitcoin_,
pagamento na nuvem), de consumir (marketplaces: AliExpress, Mercado
Livre, Magalu, Americanas.com, Wish, Olx...), de relacionar (CRM, Data
Base), de se divertir (Netflix, Amazon Prime, GloboPlay...), de viajar
(123 milhas, Flapper, Decolar.com, AirBnb ...), de se locomover (Uber,
Easy Taxi...), de morar (Housi, Quinto Andar), de se alimentar (Uber
Eats, 99 Eats, I Food, James, Rappi...), de negociar, e tantos outros
modelos, para fazer com que o mundo gire com todo cuidado para que se
mantenha o equilíbrio preciso para vivermos.

Mas, e para aqueles que ainda insistem em manter velhos moldes e
modelos? Fica a dúvida e minimamente o desejo de vitalidade em ter que nadar entre os novos tubarões num oceano de oportunidades.

Relacionadas