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TECH & FIN

Startups vivem 'fintechzação' de seus serviços

Ticiana Amorimem 12 de agosto de 2021 16:51

Esse é o primeiro artigo da nossa coluna Tech&Fin, mas logo de cara vocês vão perceber que eu não sou muito de dar voltas: a partir do momento que a tecnologia tornou possível alguns mercados a morderem outros, ela passa a ser o cerne mercadológico da nossa era.

Fintechzação e APIs

A Terceira Revolução Industrial, também conhecida por Revolução Técnico-Científica e Informacional, trouxe à tona uma série de benefícios, mas aqui vou falar com destaque de um: a tecnologia aplicada aos negócios. É nela que a TIC (tecnologia da informação e comunicação) se desenvolve hoje através de algo crucial para o tema desse artigo: as APIs.

Calma, Tici. Você quer explicar sobre o famoso fênomeno da "fintechzação", citando a terceira revolução industrial e no final fala de API? Isso. Uma análise mercadológica rasa já conseguiria nos explicar o porquê de empresas que não prestavam serviços financeiros terem interesse em prestar: redução de custo, nova linha de receita e melhor aproveitamento da base de clientes.


Porque "fintechzar" ?

Desde que o mundo é mundo e que o mercado é mercado esses três pontos são relevantes pra qualquer negócio. Mas porque desenvolver ou se integrar a uma fintech parece ser uma das melhores formas de atacar esses três pontos?

Porque a comumente conhecida TN (tecnologia dos negócios) tem como base o Web Services, a Integração de Sistemas e as Redes de Comunicação. E são esses pilares que possibilitaram que a centralização dos serviços financeiros em países como o Brasil (mais de 80% do mercado centralizado em 5 grandes players) começasse a ser enfraquecida.

Preciso virar um banco?

Não é necessário construir um banco para ofertar um serviço financeiro. É necessário encontrar um player que oferte serviço financeiro através de APIs e, o seu negócio tendo um braço digital, conseguirá se integrar através dessa junção de legos, que são as comunicações entre APIs, para consumir toda a tecnologia necessária para ofertar à sua base um cartão de crédito, por exemplo.

Como isso afeta o mercado

Mas o que isso muda, Tici? Tudo. O controle do crédito no Brasil, por exemplo, está aos poucos sendo transferido da mão dos banqueiros para a mão dos varejistas. É o que vimos acontecer com o Mercado Livre ao lançar o Mercado Pago; a Magalu com o Magalu Pay; a Americanas com a Ame; a Rappi com o RappiBank; o Carrefour com o Banco Carrefour. E é o que já vimos dar certo com o famoso cartão c&a.

Vantagens de se "fintechzar"

Artificios como cashback e oferta de crédito exclusiva são ferramentas poderosas de fidelização e upsell. Sua loja favorita provavelmente tinha um cartão próprio, que evoluiu para uma carteira digital que oferece, entre outros benefícios, preços diferenciados e cashback, certo?

Com isso ela ataca aqueles três pontos que citei no começo do artigo: diminui custo, ampliar receita e trabalha a base de clientes que ela já tem. O que, segundo Kotler, é uma baita vantagem competitiva já que é 5 a 7 vezes mais barato manter um cliente na base do que conquistar um novo.

Um fenomeno global

Então o fin se tornou tech porque através da tecnologia os serviços financeiros ganharam a possibilidade de estarem em qualquer lugar. Não apenas em bancos. Isso é um fenômeno global, mas em um país que é movido por crédito como o nosso, a fintechzação tem tomado proporções gigantescas e tornado pautas como as que debateremos todas as quintas-feiras por aqui tão relevantes.

A indústria de APIs

Industria das Apis ou API Economy. Chame como quiser, mas está aqui a verdadeira protagonista do movimento da Fintechzação. E se você quiser saber mais sobre essa industria te indico esse artigo, você vai descobrir que poucas coisas atualmente são construídas do zero. Viva a conexão!

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