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Leilão da gaúcha CEEE-T atrai CPFL, ISA Cteep e Neoenergia, dizem fontes

Luciano Costa de Paulaem 29 de junho de 2021 15:59

 Cerca de dez empresas, incluindo CPFL Energia, Neoenergia e ISA Cteep, estudam participar do leilão de privatização dos ativos de transmissão de energia da estatal gaúcha CEEE, que deve acontecer em meados do mês que vem, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.


  A licitação para venda do controle da chamada CEEE-T, cujo valor mínimo foi estipulado em R$1,6 bilhão, está agendada para 16 de julho e a expectativa é que o leilão gere disputa, segundo as fontes, que pediram anonimato para falar do plano. A entrega das propostas será em 12 de julho. A desestatização da área de distribuição da CEEE, arrematada pela Equatorial Energia em março, aconteceu em pregão sem concorrência.


 Além de CPFL, Neoenergia e Cteep, o grupo de potenciais interessados com acesso aos dados da transmissora inclui fundos internacionais como o canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec, e rivais no segmento de geração e transmissão de energia, disse uma das fontes. Entre essas empresas está a Taesa, controlada conjuntamente pela mineira Cemig e pela colombiana ISA – que por sua vez, controla a Cteep.


  Procurada, a CPFL Energia disse que "está constantemente olhando oportunidades que surgem no setor e que estejam em linha com sua estratégia de negócios". ISA Cteep afirmou que não comenta oportunidades específicas de negócio, enquanto a Taesa não respondeu aos pedidos de comentário. O governo do Rio Grande do Sul disse que está impossibilitado de dar informações sobre o processo, enquanto Neoenergia e CEEE-T não comentaram as informações. O fundo canadense não respondeu imediatamente.


  Apesar de apresentarem múltiplos relativamente menores no setor, as transmissoras têm atraído forte apetite de empresas locais e internacionais nos últimos anos, seja pelo interesse de atores estratégicos em adquirir alguns dos seus ativos operacionais, seja pelos altos dividendos que elas pagam. Isso explica, de acordo com as fontes, porque há hoje mais grupos de olho na CEEE-T do que houve na estatal gaúcha de distribuição leiloada no trimestre anterior.


  A venda da CEEE-T deve ajudar o Rio Grande do Sul a mitigar uma grave crise fiscal, piorada pela eclosão da pandemia do coronavírus, a recessão econômica e a queda na arrecadação de ICMS e outros tributos. No entanto, a administração do governador Eduardo Leite tem avançado em projetos para neutralizar as despesas correntes, o que resultou em um superavit nas contas públicas nos primeiros quatro meses do ano – fato que não acontecia desde 2017.


 A CEEE-T é responsável pela operação e manutenção de 6 mil quilômetros de linhas de transmissão no Rio Grande do Sul e opera 56 subestações. A ação preferencial da CEEE-T, que é pouco negociada na B3, fechou em alta de quase 18% em 11 de junho, cotada a R$699,00. Esse foi a última vez que negociou na bolsa. Já a ação preferencial da CEEE-D fechou em alta de 1,69% a R$60,00 em 4 de junho.


 O movimento em torno do leilão da CEEE-T, que estava marcado para 29 de junho e foi adiado, tem sido maior que o visto antes da venda da CEEE-D porque os ativos de transmissão do grupo gaúcho são vistos como "joia da coroa" da empresa pelos investidores, disse uma das fontes. A CPFL, que era vista como franca favorita no leilão da CEEE-D, mas no final não apresentou proposta, também é considerada importante candidata a ficar com a empresa gaúcha, acrescentou uma das fontes. (LCDP/GPB)



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