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CCR, Pátria e EcoRodovias se beneficiarão em Concessão da Nova Dutra, dizem fontes

Machado da Costa e Simone Kafruniem 19 de agosto de 2021 16:18

 Brasília, 19 de agosto = CCR, Pátria e EcoRodovias deverão se beneficiar no maior leilão rodoviário da história, que envolve a Nova Dutra e a Rio-Santos, uma vez que estão mais capitalizadas e que o edital utiliza regras antigas da lei de licitações, o que restringe a participação das maiores do setor no certame, disseram fontes ao Scoop.

 Segundo uma fonte próxima da CCR e da Ecorodovias, a lei de licitação antiga foi usada para que o seguro-garantia não se tornasse um viabilizador de novos entrantes, reservando o leilão para as concessionárias mais tradicionais. Com ela, os desembolsos de caixa são imediatos, enquanto a nova lei exige garantias de 30% do valor do contrato, mas permite outros instrumentos financeiros, como o seguro, para compor esse valor.

 Assim, CCR, que tem R$6,52 bilhões de disponibilidade de caixa, e Pátria, com recursos estimados em R$6 bilhões no quarto Fundo de Participações em Infraestrutura, o FIP Infraestrutura IV, tendem a sair na frente da concorrência. Ecorodovias tem interesse em participação, mas depende de apoio e, portanto, de uma mudança de posicionamento do sócio italiano ASTM. Já a Arteris, que é controlada pela espanhola Abertis e pela canadense Brookfield, precisará levantar recursos para enrobustecer seus pouco mais de R$1,35 bilhão em caixa.

 Segundo Edson Gonçalves, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, o leilão se transformou em um motivador de atores muito grandes com fundos de investimentos por trás. “O problema é que o Brasil não resolveu direito a questão do seguro-garantia, que poderia abrir mais a concorrência. Nós não temos produtos mais adequados, como existem os infrabonds lá fora”, diz Gonçalves, completando que “o desenho do seguro ficou tão complicado, se comparado com os que existem no resto do mundo, que todo mundo continua usando garantia.”

 A avaliação das fontes é que os altos investimentos necessários, previstos em quase R$26 bilhões, somados ao critério de maior outorga, ao maior desconto em tarifa para vencer o certame e às garantias necessárias, exigem robustez financeira dos potenciais investidores. “Não vejo espaço para pequenas e médias participarem, a menos que entrem em consórcio com as grandes”, disse Paulo Dantas, sócio do escritório Castro Barros Advogados, especializado em infraestrutura.

 Procuradas, Ecorodovias, Pátria e Arteris preferiram não comentar. A CCR afirmou que sempre tem “interesse em novos projetos que tenham viabilidade econômico-financeira, socioambiental, segurança jurídica e que possuam regras claras para todo o período da concessão. Perto das 11h30, as ações ordinárias da CCR avançavam 2,54%, negociadas a R$12,12. As da Ecorodovias negociavam perto da estabilidade, com alta de 0,11% a R$9,23. Já os papéis do Pátria, negociados na Nasdaq, subiam 3,13%, a US$15,85. 

 

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