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Fundos de investimento: O que são, principais características e como escolher

Mobillsem 23 de abril de 2021 16:45

 

Por Larissa Brioso, educadora financeira da Mobills

Os fundos de investimentos são considerados um dos melhores ativos para quem deseja diversificar a carteira, mas podem ocorrer dúvidas sobre para quem esse tipo de investimento é indicado.

Imagine uma situação onde a pessoa quer comprar um Certificado de Depósito Bancário (CDB), um tipo de ativo de renda fixa, assim como a Caderneta de Poupança, a LCA – Letra de Crédito do Agronegócio ou uma debênture, por exemplo. Mas a aplicação mínima naquele determinado CDB é de R$ 6.000 e a pessoa não possui esse valor. Como poderia ter acesso a esse produto com pouco dinheiro? Esperar acumular mais capital pode ser uma saída, mas existe outra solução: investir em fundos de investimento.

Um fundo de investimento é um condomínio em que diversos cotistas aplicam seus recursos conjuntamente, os quais constituem o patrimônio do fundo de investimento e que serão investidos por um gestor em busca de retorno para os diversos cotistas. Exatamente por esse motivo, ele é considerado um dos melhores investimentos para quem deseja diversificar a carteira de ativos.

Como se constituem os fundos de investimento?

Existem duas modalidades de fundos quanto ao momento de resgate das cotas pelo investidor. Nos fundos abertos, a qualquer momento o cotista poderá solicitar o resgate de suas cotas. Enquanto isso, no fundo fechado, as cotas só podem ser resgatadas assim que encerrado o prazo de duração do fundo. 

Contudo, os cotistas podem vender as cotas a outra pessoa que tenha interesse em se tornar investidor do fundo. Quanto ao período para resgate dos fundos de investimento, existem aqueles de prazo determinado para o seu encerramento e aqueles de prazo indeterminado.

Quais as figuras que aparecem dentro dos fundos de investimento?

Cotista: é o portador de cotas do fundo. O patrimônio total do fundo é transformado em cotas, sendo que cada cotista possui um número delas proporcional ao seu investimento;

Administrador: ele é o responsável pelo fundo de investimento. É essa figura que se comunica com os cotistas, defende os seus interesses e representa o fundo perante o poder público;

Gestor: é quem compra e vende os ativos do fundo, adotando estratégias que respeitem a política de investimento do regulamento;

Distribuidor: é quem vende as cotas do fundo no mercado, distribuindo-as para os cotistas;

Custodiante: é o responsável pela guarda dos ativos do fundo. É ele quem faz a marcação a mercado, ou seja, atualiza diariamente os valores das cotas;

Auditor: é independente, realizando a auditoria pelo menos uma vez ao ano. Esse papel traz maior segurança e transparência para o cotista.

Os riscos de um fundo de investimento

O risco do fundo é inerente à carteira escolhida pelo gestor. Por isso, é bom acompanhar essa carteira para conhecer os riscos existentes dentro de cada produto financeiro em que o fundo investe. 

É importante destacar que não há garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito – para as cotas de um fundo de investimento. Apesar disso, os fundos possuem a vantagem de uma diversificação barata. 

Às vezes, com pouco capital, você tem acesso a ativos que não teria se tentasse investir diretamente, pois você pode não ter o mínimo necessário para adquiri-los sem um fundo de investimento. 

O gestor também poderá apresentar uma estratégia equilibrada em que os seus riscos sejam diluídos em busca de otimização da rentabilidade.

Como escolher um fundo de investimento?

Alguns fatores devem ser levados em consideração para a escolha de um ou mais fundos de investimento onde o investidor queira aplicar os seus recursos. São eles:

Taxa de administração

A taxa de administração é expressa em um percentual anual, mas é descontada diretamente do patrimônio líquido do fundo. Com isso, mesmo que o fundo venha a sofrer prejuízo, será descontada essa taxa. É ela que remunera as atividades operacionais do fundo de investimento, por exemplo, o gestor e o administrador.

Taxa de performance

Essa taxa é cobrada somente em alguns fundos. Para saber se ela existe, é necessário verificar o regulamento do seu fundo de investimento. Essa performance é cobrada sobre a rentabilidade que ultrapassar a referência fixada. É importante salientar que não necessariamente a cobrança de uma taxa de performance ou a existência de uma taxa administrativa um pouco mais alta seja algo ruim. É importante conhecer a estratégia existente naquele fundo e ver se ela justifica a cobrança de tais taxas.

Qual a sua estratégia?

Se quer escolher por um ou mais fundos de investimento, primeiramente você deve ter bem clara qual é a sua estratégia. Aliás, para qualquer tipo de investimento, é importante saber de antemão quais são os seus objetivos e qual é o prazo de cada um deles.

Estratégias mais arriscadas, de renda variável, normalmente são para o longo prazo, enquanto diante de objetivos de curto prazo normalmente seus investimentos devem ser mais conservadores (renda fixa).

Conheça as três principais classes de fundos de investimento:

Fundos de Renda Fixa, que investem no mínimo 80% da carteira em ativos de renda fixa (mais conservadores);

Fundos de Ações, que investem no mínimo 67% da carteira em ações (mais arriscados);

Fundos Multimercados, que possuem políticas de investimento que envolvem diversas categorias de risco. Nesses fundos, os gestores tendem a acompanhar o mercado. Usam de ações quando a bolsa está bem e utilizam de renda fixa quando a bolsa não está tão satisfatória. Por isso, a oscilação acaba sendo maior nesse tipo de fundo.

Cobrança de impostos em fundos de investimento

Você já ouviu falar do famoso imposto come-cotas? Em um fundo de investimento, no último dia dos meses de maio e novembro, o administrador recolherá para a Receita Federal o famoso imposto come-cotas.

Há a venda de parte das cotas do investidor para o pagamento do Imposto de Renda, diminuindo assim o número de cotas do cotista. A alíquota de imposto de renda se diferencia entre os fundos de curto prazo e os de longo prazo.

Fundos de curto prazo são aqueles que possuem ativos e valores mobiliários com prazos de vencimento de no máximo 375 dias e prazo médio da carteira de até 60 dias. Para eles, haverá a incidência de imposto come-cotas a uma alíquota de 20%. Falando em fundos de longo prazo, haverá a alíquota de imposto come-cotas de 15%. 

A maioria das espécies de fundos de investimento estará compreendida nas regras de tributação come-cotas citadas acima (20% para curto prazo e 15% para longo prazo – aqui se incluem os fundos de renda fixa e multimercados). 

Nesses casos, a incidência será sempre somente sobre os rendimentos da aplicação. Já quando falamos de fundos de ações, não haverá incidência de imposto come-cotas.

Porém, o imposto come-cotas não é a única incidência de imposto de renda existente nos fundos de investimento. Além deste recolhido pelo administrador do fundo, haverá incidência de imposto de renda também no resgate do investimento. 

E claro, outro tipo de imposto que pode existir quando falamos de fundos de investimento é o IOF – Imposto sobre Operações Financeiras.

Entretanto, o IOF apenas incidirá em resgates de até 30 dias a partir da data do investimento e nunca existirá em casos de fundo de ações. Ele é incidente sobre o rendimento bruto da operação.

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