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Fora do Radar

Fora do Radar: Méliuz, a empresa que revolucionou o cashback no Brasil

Luis Guilherme Guimarãesem 5 de julho de 2021 19:29

Em novembro de 2020, a Méliuz (‘‘melhor’’ em latim), plataforma em que é disponibilizado para o usuário cupons de descontos e serviço de cashback em lojas e estabelecimentos parceiros, realizou a sua oferta publica de ações ou IPO, se tornando a primeira startup a fazê-la na B3. 

Como funciona o cashback?

O funcionamento do cashback é dado da seguinte maneira: a Méliuz anuncia diversos produtos de e-commerces parceiros, os clientes ao comprarem os produtos utilizam o código, uma comissão pela venda é repassada para a Méliuz que, por sua vez, dá uma parte da comissão para o cliente. Dessa forma, o cliente consegue resgatar a sua parte da comissão e ter uma porcentagem de seu dinheiro de volta.

Passado da empresa

 A empresa foi fundada em 2011, na cidade de Belo Horizonte, por Ofli Guimarães e Israel Salmen, colegas na faculdade de Economia da UFMG, que haviam acabado de vender a primeira empresa da dupla: a Solo Investimentos. Em julho de 2011, a dupla e o Méliuz receberam um investimento de $200 mil de um investidor mineiro. Com esse investimento, a dupla pôde estruturar a empresa e seus servidores, abrindo o site ao público em setembro do mesmo ano. Durante 2 anos, a Méliuz não se pagava, sobrevivendo através do dinheiro dos investidores. Em 2012, perto de quebrar, eles foram ao Chile participar do Startup Chile, evento com duração de 6 meses, que reúne diversas startups de potencial e oferece mentorias, além de contato com possíveis investidores. Após o término do programa, ambos voltaram ao Brasil com um investimento de $40 mil e seis funcionários, abrindo assim o primeiro escritório do Méliuz junto ao San Pedro Valley.

Já em 2015, o Méliuz recebeu um investimento do empresário francês Fabrice Grinda, que também fundou a OLX e investiu no Alibaba e na Uber, quando ambos eram apenas iniciantes no mercado. Mais tarde, outros quatro investidores acreditaram no potencial do Méliuz e investiram na empresa. Em 2016, o serviço de cashback do Méliuz foi expandido para o meio físico nas seguintes cidades: Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasilía. O Méliuz tem como parceiros diversos varejistas como Americanas, Submarino, Livraria Saraiva, Walmart, Sephora, Extra, Netshoes, entre outros. Já no ano de 2020, durante a pandemia do novo coronavírus, o Méliuz abriu o seu capital, realizando o seu IPO na Bovespa. 

O IPO da Méliuz

O IPO da Méliuz movimentou cerca de R$583,4 milhões, sendo realizadas duas ofertas: a primária e a secundária. Na oferta primária as novas ações emitidas pela empresa foram vendidas (ao valor piso da faixa de preço prevista, sendo negociada a R$10), já na segunda oferta os sócios vendedores venderam as suas ações para novos investidores. Com as novas ações negociadas na oferta primária, R$367 milhões foram para o caixa do Méliuz, sendo R$132 milhões destinados para futuras aquisições e outra parte teria como objetivo aumentar a participação do Meliuz no mercado. O IPO se mostrou extremamente bem sucedido, tendo em 4 de janeiro, um mês após o IPO, disparado em 18%, acumulando um total de quase 90% desde o IPO.

Atualmente, a Méliuz conta com mais de 14 milhões de usuários cadastrados e 1500 e-commerces parceiros, tendo ‘’devolvido’’ mais de R$100 milhões em recompensas para os clientes da empresa.

 

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