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Emprego e Carreira

Como incluir pessoas com deficiência no mundo corporativo

Gabriel Falcãoem 22 de setembro de 2021 15:20

Funcionários qualificados e leais são a espinha dorsal de qualquer negócio, mas muitas corporações criam estratégias para expandir sua equipe, elas podem estar negligenciando um recorte importante: as pessoas com deficiência (PCDs). Desde 1991, existe uma Lei no Brasil para a inclusão de PCDs no mercado de trabalho. Mas só a partir de 1999 as empresas brasileiras efetivamente começaram a contratar e incluir os portadores no ambiente corporativo. Hoje a obrigatoriedade da contratação se dá de modo progressivo para as empresas com mais de 100 colaboradores, por exemplo, a cada mil colaboradores, 5% precisam ser PCDs, isso pode incluir deficiências físicas como mobilidade reduzida, perda de audição ou visão; e intelectuais.

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 8,4% da população brasileira acima de 2 anos, ou seja 17,3 milhões de pessoas, têm algum tipo de deficiência. O mesmo levantamento aponta que a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho ainda é um obstáculo, apenas 28,3% delas acima de 14 anos se posicionam na força de trabalho brasileira. Entre as pessoas sem deficiência, o índice sobe para 66,3%.

Muitos empregadores temem que elas apresentem mais custos do que benefícios e relutam em investir neles. Também tendem a acreditar em pelo menos alguns dos mitos comuns sobre as pessoas com deficiência no local de trabalho, como colocar em dúvida a produtividade e capacidade deles. Outra questão é que os trabalhadores com deficiência foram duramente atingidos pelas demissões da Covid-19, com 1 em cada 5 trabalhadores com deficiência perdendo seus empregos, em comparação com 1 em 7 na população em geral.

A inclusão de PCDs em uma empresa é um caminho para permitir que as habilidades e as competências profissionais do indivíduo possam ser utilizadas pelo mercado. Nesse sentido, é consolidada pela iniciativa de as empresas incluí-las em seus quadros e constitui um cuidado a ser observado nos processos de recrutamento e seleção. Para o ambiente de trabalho ser, de fato, inclusivo, além das adaptações físicas, são necessárias ações que promovam boas relações interpessoais. É comum que, por falta de informação, por preconceito ou, mesmo, por não saberem como agir, alguns colaboradores apresentem resistência e/ou rejeição à ideia de ter pessoas com deficiência como colegas de trabalho.

Para o processo seletivo, é indispensável que sejam tomados alguns cuidados, como:

v  Adequação para a entrevista — a seleção deve ser igualmente para todos, adequando-se apenas em função da deficiência apresentada;

v  Capacidade de exercício da atividade — leve em conta o tipo de deficiência para definir a atividade que será desenvolvida pelo colaborador;

v  Competência para a função — não se trata de cobrir cotas, mas de selecionar pessoal apto para determinadas atividades;

v  Cuidado ao exigir experiência anterior — como a inclusão de PCDs é recente, poucos indivíduos tiveram oportunidade para construir uma história de experiências.

 

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