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Cenário econômico traz boas oportunidades para os investidores

Antonio Marcos

por Antonio Marcos

22 de junho de 2022 12:33Atualizado em: 20 de junho de 2022 12:34
Cenário econômico traz boas oportunidades para os investidores


Vivemos um momento de inflação descontrolada e alta da taxa de juros no mundo todo. No cenário doméstico uma eleição totalmente polarizada e indefinida. No internacional uma guerra que contribui para a escassez de alimentos e uma pandemia que teima em não ir embora, apesar de já ter arrefecido. A única coisa certa daqui para o final do ano é que teremos mares revoltos no mercado financeiro. A alta volatilidade nas Bolsas de Valores e um real desvalorizado são parte das regras do jogo neste momento.
Para quem não tem nem experiência nem apetite ao risco, o melhor é aproveitar as altas taxas da renda fixa e obter rentabilidade sem sobressaltos. Os investidores mai
s conservadores enxergam a Bolsa de Valores como um lugar perigoso, onde as chances de perdas são maiores do que as de ganho. Mas se a Bolsa não possibilitasse lucro, não existiriam milionários e grandes empresas operando nela. O fato é que a Bolsa não é lugar para amadores e muito menos um investimento de longo prazo como pregam alguns.
Pelo contrário, é justamente a volatilidade que permite aos investidores mais experientes ganhar muito dinheiro, pois é no curtíssimo prazo que surgem as melhores oportunidades. Trata-se de um investimento estratégico em que o investidor precisa ter conhecimento e sangue frio.
Sendo assim, aos investidores mais arrojados, que operam os altos e baixos, a recomendação é focar nas ações das empresas de commodities e bancos que contam com liquidez para a realização de trade. Tratam-se das ações mais recomendadas junto com papéis de companhias que tradicionalmente pagam bons dividendos como as do setor elétrico e as de telecomunicação.
Na contramão estão os setores de varejo, tecnologia e construção civil, os que mais sofrem em momentos como o atual. O varejo é o que está na pior situação com fortes perdas nos últimos meses. Como exemplo, as ações da Magalu, em apenas 12 meses, sofreram queda de cerca de 90%. Em 14 de junho de 2021, a cotação era de R$ 20,60. Já no dia 13 de junho de 2022, data marcada por uma queda de quase 8%, a cotação chegou a R$ 2,67. Em outras palavras, um investidor que comprou mil ações da Magalu no ano passado, desembolsou R$ 20.600. E, se ele vender a mesma quantidade de papéis hoje, irá receber R$ 2.670.
Uma perda alta, sem dúvida. Porém é aí, nesta volatilidade, que os mais experientes e arrojados ganham dinheiro. Para ilustrar isso, basta observar o mesmo exemplo. As ações da Magalu, em 16 de junho de 2017, estavam cotadas a R$ 1,00. Quem comprou 1000 ações nesta data, gastou R$ 1.000. Se este investidor vendeu sua posição em junho de 2021, recebeu mais de R$ 20.000. Se no primeiro caso, citado no parágrafo anterior, investir na Magalu foi uma tremenda fria, neste, ao contrário, foi uma imensa alegria. Como se vê, o desempenho dos investimentos em papéis comercializados na Bolsa de Valores depende muito de saber observar os riscos e as oportunidades que este mercado oferece.
E quem sabe observar já deve ter percebido que montar posição em dias negativos na bolsa, pensando na posterior recuperação, é uma boa estratégia. Isso porque, independentemente de quem ganhar a eleição, 2023 será um ano de recuperação para o Ibovespa. Esse estresse causado pelas eleições e taxas de juros, está abrindo oportunidades de empresas de primeiríssima linha a um preço muito abaixo daquele que de fato valem. E como o lema da bolsa é comprar na baixa para vender na alta, o momento parece ser bom para novas compras e não para vender no desespero e arcar com prejuízos

*Antonio Marcos Samad Júnior é CEO da Axia Investing

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CEO da AxiaAntonio Marcos Samad Júnior, CEO da Axia